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Chapecoense superou tragédia e garantiu vaga na Copa Libertadores

R7 faz retrospectiva do maior acidente esportivo da história 

Retrospectiva 2017|Osvaldo Albuquerque, Do R7

Follmann, Neto e Alan Ruschel foram os únicos jogadores que sobreviveram
Follmann, Neto e Alan Ruschel foram os únicos jogadores que sobreviveram Follmann, Neto e Alan Ruschel foram os únicos jogadores que sobreviveram

A Chapecoense precisou renascer em 2017. Meses após a tragédia que matou 71 pessoas, no caminho para Medellín, na Colômbia, o clube já estava em campo para as competições oficiais depois de perder jogadores, comissão técnica e dirigentes. Mesmo assim, a temporada terminou com a classificação à Copa Libertadores.

O goleiro Jakson Follmann, o zagueiro Neto e o lateral-esquerdo Alan Ruschel foram os únicos três jogadores que sobreviveram. Deles, apenas o último voltou a jogar futebol, como no amistoso contra o Barcelona, no Camp Nou, em agosto.

De lá, a Chapeconse continuou excursionando pela Europa, mas não abandonou o Campeonato Brasileiro. Após um período de incertezas e demissão dos técnicos Vágner Mancini e Vinícius Eutrópio, o time que comoveu o mundo pela sua força de superação terminou a competição nacional na oitava posição, com 54 pontos, 15 vitórias, nove empates e 14 derrotas. A reação também se deve à chegada do novo técnico Gilson Kleina, que não perdeu em dez partidas.

Desde que subiu à Série A do Campeonato Brasileiro, em 2013, o time não havia conseguido uma posição tão boa na tabela em quatro participações na série A a partir de 2014. O time contou com os títulos do Cruzeiro (Copa do Brasil) e do Grêmio (Libertadores) para facilitar seu retornao à Libertadores. No ano passado, a equipe caiu na fase de grupos.

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A dor das famílias

Ao todo, foram 71 pessoas que perderam a vida na tragédia. Rosângela Loureiro não estava na relação de vítimas, mas teve sua vida devastada entre os destroços do avião. O meio campista Cléber Santana, seu companheiro há mais de quinze anos, não voltaria mais para lhe abraçar ou acompanhar a vida escolar dos dois filhos.

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“Não tínhamos mais clima para ficar em Chapecó. Tudo em Chapecó lembrava ele”, disse Rosângela, em entrevista ao R7. “E também os outros olhavam para a gente com olhar de pena e eu não estava mais aguentando aquilo.”

Diante de tamanha tristeza não lhe restou outra opção a não ser a mudança de cidade. Suas lágrimas não cabiam mais em Chapecó. Recife foi a opção escolhida. Mas ela não era única a ter sua vida mudada pela tragédia. Outras 70 famílias não conseguem seguir tranquilamente suas vidas e vivem em momento fragilidade financeira. A indenização da LaMia, companhia aérea que transportava o time, ainda não foi paga.

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Dona Ilaídes viu perto um de seus pilares desabar. “O paredão” Danilo Padilha, goleiro da Chape e seu filho não resistiu aos ferimentos causados pelo acidente e faleceu ali no país em que disputaria uma final de campeonato. Mas paara sempre será lembrado como um herói da Chapecoense.

“Toda hora pego o celular esperando uma mensagem dele. Nossa família ainda está despedaçada, falta uma parte de nós”.

A voz que grita “gol” na Arena Condá perdeu um de seus mais belos tons. Deva Pascovicci, da Fox Sports, estava na lista de vítimas fatais do acidente.Foram sete tripulantes, 24 pessoas entre diretoria e comissão técnica, 20 profissionais de imprensa e outros 20 atletas.

Zagueiro Neto ainda tenta recuperar a melhor forma física para voltar a jogar
Zagueiro Neto ainda tenta recuperar a melhor forma física para voltar a jogar Zagueiro Neto ainda tenta recuperar a melhor forma física para voltar a jogar

Motivos do acidente

Ao longo de 2017, as investigações da causa da queda do acidente avançaram. Inicialmente, suspeitou-se que a causa do acidente fosse uma pane elétrica já que no momento do choque a aeronave estava sem combustível. Cogitou-se até a possibilidade que o piloto Miguel Quiroga ter descartado querosene ainda no ar para evitar uma explosão.

Entretanto, com o desenrolar das investigações, chegou-se até o plano de vôo (documento que detalha dados da viagem e do avião), onde constava uma informação importante e quase inacreditável: a companhia trabalhava com uma quantidade de combustível precisa para o número de quilômetros de cada viagem. Ou seja, se ocorresse um imprevisto, não haveria sobras para uma emergência. 

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