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Retrospectiva 2016
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Viagem sem volta: imigrantes e refugiados vivem o ano mais mortal na travessia do Mediterrâneo

Pelo menos 3.800 imigrantes morreram até outubro a caminho da Europa

News|Do R7

Segundo dados da ONU, 65,3 milhões de pessoas fugiram de suas casas para escapar de conflitos
Segundo dados da ONU, 65,3 milhões de pessoas fugiram de suas casas para escapar de conflitos Segundo dados da ONU, 65,3 milhões de pessoas fugiram de suas casas para escapar de conflitos

O ano de 2016 foi o mais mortal para os imigrantes e refugiados que tentaram atravessar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa, segundo dados do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Pelo menos 3.800 imigrantes morreram até outubro deste ano, quando as estimativas do Acnur foram reveladas. Em 2015, foram 3.771.

Para a Anistia Internacional, a situação fica ainda pior porque “países ricos demonstram uma absoluta falta de liderança e responsabilidade ao deixar que somente dez países – que representam menos de 2,5% do PIB mundial – recebam 56% da população refugiada no mundo”.

Esses países, que têm baixo índice de desenvolvimento, são: Jordânia, Turquia, Paquistão, Líbano, Irã, Etiópia, Quênia, Uganda, República Democrática do Congo e Chade.

Para se ter uma ideia, o Reino Unido recebeu apenas 8.000 sírios desde 2011. Já a vizinha Jordânia – cujo PIB representa 1,2% em relação ao do Reino Unido — abriga mais de 655 mil pessoas que fugiram da Síria.

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Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), existem atualmente 65,3 milhões de pessoas em todo o mundo que tiveram que fugir de suas casas para escapar de conflitos — o que torna esta a maior crise de refugiados desde o final da Segunda Guerra Mundial.

O Acnur considera que mais de 1 milhão de refugiados em todo o mundo estão vulneráveis e precisam com urgência de acolhimento em outros países. Neste grupo estão sobreviventes de violência e tortura, mulheres e meninas em situação de risco, e pessoas com necessidades médicas graves.

Uma pesquisa realizada pela InterNations, empresa alemã criada para pessoas que residem no exterior, revelou os dez melhores países para viver como imigrante. São eles: Taiwan, Malta, Equador, México, Nova Zelândia, Costa Rica, Áustria, Austrália, Luxemburgo e República Tcheca. Já o Brasil está entre os 10 piores, assim como Itália, Kuwait, Egito, Nigéria, Grécia, Arábia Saudita, Moçambique, Catar e Tanzânia.

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