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Retrospectiva 2016
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Com poder devastador em 2016, zika vírus mostra que veio para ficar

Microcefalia, má-formações, cegueira são apenas algumas das consequências da doença

News|Do R7

A OMS alerta que o zika vírus está "aqui para ficar"
A OMS alerta que o zika vírus está "aqui para ficar" A OMS alerta que o zika vírus está "aqui para ficar"

Esse ano foi marcado por diversas descobertas sobre o zika vírus. No final de 2015, houve explosão de casos de microcefalia em bebês nascidos de mulheres que haviam conraído a doença durante a gravidez, especialmente no Nordeste. O que antes era só uma suspeita se confirmou em abril deste ano, quando autoridades dos Estados Unidos confirmaram que a relação do vírus com má-formações graves. A doença, até então desconhecida, passou a fazer parte de debates e discussões sobre o tema em todo o mundo.

Especialistas ouvidos pelo R7 afirmam que, agora, com a época das chuvas, a previsão é de que haverá uma explosão de casos na região Sudeste, que pode ser ainda mais devastadora, com maior incidência de chikungunya — outra doença trabsmitida pelo Aedes Aegypti. A OMS (Organização Mundial da Saúde), alerta que o zika vírus está "aqui para ficar" e que, pelo menos, mais de 1.000 novos casos de microcefalia ligados ao vírus deverão ser identificados no Brasil. Fato foi esse também dito pelo diretor regional da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, disse que epidemias das doenças zika e chikungunya, ambas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. 

Complicações diversas

A microcefalia é apenas uma das consequências do zika, mas é a mais simbólica e perceptível. Grávidas infectadas também podem ter filhos com sequelas no sistema nervoso, comprometimento ocular, problemas auditivos, atraso no desenvolvimento motor, entre outras complicações. Esse conjunto de sintomas provocados pela zika em bebês é a chamada Síndrome Congênita de Zika Vírus. As anomalias podem acontecer independentemente do trimestre de gravidez em que a mãe foi infectada. O vírus também pode ser um dos gatilhos para a síndrome de Guillain-Barré.

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Uma pesquisa publicada no periódico online JAMA Ophthalmology, por exemplo, mostrou que as camadas externas quanto as internas da retina são as primeiras a serem afetadas pelo vírus, desencadeando alterações importantes na membrana, como seu afinamento, e sérios prejuízos à visão central desses bebês. Outra nova preocupação em relação à doença foi de que bebês expostos ao vírus podem desenvolver microcefalia após o nascimento.

Em junho, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) determinou que as operadoras de planos de saúde cubrissem as despesas do teste rápido para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como os recém-nascidos com máformação congênita sugestivas de infecção pelo zika. O anúncio extraordinário da agência foi feito na mesma época que o Brasil foi duramente criticado e contestado por órgãos internacionais sobre o surto do zika vírus, pouco antes das Olímpiadas no Rio de Janeiro. Diversos atletas, inclusive, se recusaram a participar dos jogos justamente por medo de contrair a doença.

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Meses depois, o Ministério da Saúde anunciou que vai distribuir 3,2 milhões de testes. A tecnologia promete diagnosticar o vírus em 20 minutos. De acordo com o BahiaFarma, laboratório responsável pela produção do teste, o produto desenvolvido a princípio para resolver apenas o problema na Bahia. Quando a epidemia foi apontada como problema nacional e mundial, a pasta procurou o laboratório após saber da existência do teste.

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No dia 19 de novembro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou o fim da emergência global de zika porque o elo entre o vírus e a microcefalia foi confirmado. A organização pretende continuar os estudos sobre o zika como doença infecciosa grave. De acordo com os especialistas, apenas a vacina contra o zika seria solução para o problema, mas ainda não existe este tipo de medicação.

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