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Ministério da Justiça quer ‘pacote tecnológico’ manter mulheres longe de agressores

Sistema cruza sinais de aparelhos de vítimas e tornozeleiras de autores para alertar a polícia sobre aproximação indevida

Tudo do R7|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério da Justiça trabalha em um pacote tecnológico para proteger mulheres de agressores.
  • O programa Alerta Mulher Segura utiliza dados de localização para monitorar o cumprimento de medidas protetivas.
  • O projeto prevê tornozeleiras e dispositivos portáteis para rastreamento, visando cruzar localização das vítimas e dos agressores.
  • A expectativa é reduzir a violência contra mulheres e incentivar a denúncia de casos de agressão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisa divulgada em março aponta que 13,1% das vítimas de feminicídio tinham medida protetiva Joédson Alves/Agência Brasil - 11.02.2025

O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem trabalhado para implementar um pacote tecnológico voltado a garantir o distanciamento entre mulheres vítimas de violência doméstica e os agressores durante o uso de medidas protetivas.

A ideia é viabilizar uma ferramenta que cruze dados de localização do agressor e da vítima, avisando à polícia automaticamente caso a distância mínima de afastamento seja descumprida.


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O projeto faz parte do programa Alerta Mulher Segura e é uma das ações da pasta para aperfeiçoar o combate à violência contra a mulher, conforme explicou a secretária de Acesso à Justiça, Sheila Carvalho, ao R7 Planalto.

“O novo pacote tecnológico vai envolver tornozeleira e uma unidade portátil de rastreamento, como um relógio, para estar com a mulher, para que ela também consiga ser monitorada”, explica.


O projeto prevê ainda que o agressor receba uma notificação ao descumprir o distanciamento mínimo da vítima.

“Se não sair do perímetro, a central de comando recebe um alerta para uma viatura acompanhar a situação”, acrescenta.


Com a garantia do distanciamento, a expectativa é contribuir com a redução das estatísticas de violência contra a mulher, além de incentivar a realização de denúncias.

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado em março mostrou que 13,1% das vítimas de feminicídio entre 2021 e 2025 foram assassinadas mesmo com uso de medida protetiva. O índice foi obtido a partir da análise de 1.127 feminicídios em 16 estados brasileiros.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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