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No futuro, só crianças serão vacinadas contra covid, diz médico

Alejandro Cravioto faz parte de grupo da Organização Mundial da Saúde que estuda vacinas contra o novo coronavírus

Noinsta|Da EFE

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Efetividade das vacinas contra covid ainda não foi estudada em crianças
Efetividade das vacinas contra covid ainda não foi estudada em crianças

O mexicano Alejandro Cravioto, presidente do grupo assessor que estuda as novas vacinas contra o novo coronavírus para a OMS (Organização Mundial de Saúde), admitiu nesta quinta-feira (28) que, no futuro, as campanhas de imunização contra o patógeno poderão ser voltadas apenas para crianças.

"No longo prazo, precisaremos vacinar apenas as crianças contra essa doença, não os adultos. Mas, estamos imunizando agora aos segundos, devido a situação da pandemia", garantiu o especialista.


Cravioto, que respondeu uma sessão de perguntas de internautas enviadas através das redes sociais, explicou que, por enquanto, não foi estudada a efetividade das vacinas nos menores de idade, algo que será feito primeiro com adolescentes, depois com os que têm menos de 12 anos de idade.

O presidente do grupo assessor apontou que, até agora, as pesquisas epidemiológicas apontam que, no geral, as crianças desenvolvem formas menos graves e às vezes assintomáticas da covid-19, se a contraem, e que, além disso, apresentam baixo nível de contágio entre elas.


Além disso, Cravioto destacou que podem ser vacinadas atualmente, tanto pessoas que já deram positivo para o novo coronavírus, quanto aquelas que não se infectaram até hoje, inclusive, se a situação mudar entre a aplicação da primeira e a segunda doses.

Hoje, o grupo assessor apresentou recomendações para o uso da vacina produzida pela companhia Moderna e pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, depois de ter feito o mesmo com a da Pfizer/BioNTech, a única que recebeu sinal verde da OMS para uso emergencial.

A agência estuda a autorização para diversos agentes imunizantes, sendo as desenvolvidas pela AstraZeneca, Sinopharm e Sinovac, as mais avançadas, seguidas pela russa Sputnik V e a própria da companhia Moderna.

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