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Ministério da Saúde recomenda adiar gravidez devido à pandemia

Novas variantes do coronavírus têm sido mais agressivas quando acometem gestantes, segundo autoridades da pasta

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Novas variantes são mais agressivas para grávidas
Novas variantes são mais agressivas para grávidas Sergio Moraes - 15/03/2019/Reuters

O Ministério da Saúde recomendou nesta sexta-feira (16) que as mulheres adiem os planos de gravidez por causa da pandemia de covid-19, uma vez que as novas variantes do coronavírus têm sido mais agressivas quando acometem gestantes, segundo autoridades da pasta.

O secretário de Atenção Primária do ministério, Raphael Câmara Medeiros Parente, afirmou, em entrevista coletiva, que a recomendação de adiamento não se aplica a mulheres mais velhas que queiram engravidar, mas, no caso das mais jovens, permitirá uma gestação mais tranquila.

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"Neste momento de pico pandêmico que a gente está, que há uma situação inclusive de desarticulação das maternidades, pela situação que está acontecendo em alguns locais, deve ser avaliado... caso possível, postergar um pouco a gravidez para um melhor momento, e que você possa ter a sua gravidez de forma mais tranquila", afirmou Parente.

"É óbvio que a gente não pode falar isso para alguém que tem 42, 43 anos, mas para uma mulher jovem, que pode escolher um pouco o seu momento de gravidez, o mais indicado agora é que você possa esperar um pouquinho até a situação ficar um pouco mais calma", acrescentou.

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Ele afirmou que novas variantes do vírus têm se mostrado mais agressivas para as grávidas, inclusive nos momentos iniciais da gestação.

A variante P.1, originada em Manaus, se tornou a predominante no Brasil, sendo responsável, em parte, pelo aumento explosivo de número de casos de covid-19 no país por ser até 2,5 vezes mais transmissível.

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"A visão clínica, de especialistas, nos mostra que essa variante nova tem uma ação mais agressiva nas grávidas. Antes estava muito mais ligado ao final da gravidez e puerpério, e hoje a gente já vê uma evolução mais grave inclusive no segundo trimestre [de gravidez], quiçá por vezes no primeiro trimestre", afirmou.

Na mesma entrevista, Parente disse que a pasta estuda ampliar a recomendação de vacinação de grávidas contra covid-19 para todas as gestantes, e não apenas para aquelas que têm comorbidade, que está em linha com o que é preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

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