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DIABETES: alimentos 'vilões' e 'mocinhos' da doença

Neste 14 de novembro, Dia Mundial do Combate ao Diabetes, conheça quais alimentos você precisa consumir para evitar a doença e quais você precisa esquecer para controlar a síndrome 

Noinsta|Do R7

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Você sabia que uma em cada dez pessoas vive com diabetes? Em 2021, eram 463 milhões de pessoas ao redor do mundo, e estima-se que o número aumente para 578 milhões até 2030. Entre os portadores da síndrome, 80% têm menos de 65 anos, e metade dessas pessoas ainda nem sabem do diagnóstico correto. São dados que realmente assustam; por isso, hoje, no Dia Mundial do Diabetes, este blog traz uma comprovação: uma dieta saudável e equilibrada evita que você entre para essa péssima estatística de portadores da síndrome. 

Mas como saber se você corre o risco de já ter a doença? Como tratá-la? Como preveni-la? Para entender certinho o que é o diabetes e responder todas as nossas dúvidas, conversei com o cardiologista intervencionista do Grupo Angiocardio, o doutor Marcelo Cantarelli.


Doutor Cantarelli, antes de falarmos da importãncia de uma alimentação saudável tanto para evitar quanto combater o diabetes, gostaria que você nos explicasse o que é o diabetes.

Diabetes é uma doença em que há um aumento dos níveis de açúcar no sangue. Pode ter diferentes tipos: os principais são o tipo 1 e o tipo 2.


E o que causa o diabetes? Existe um fator determinante?

No tipo 1, a causa decorre da dificuldade do pâncreas de produzir insulina; é o mais frequente na infância e na adolescência. O tipo 2 ocorre em 90% dos casos e aparece geralmente na fase adulta. Ele decorre da dificuldade das células de aproveitar a insulina e está diretamente relacionado à obesidade, ao sedentarismo e a uma alimentação rica em açúcares e gorduras.


Doutor Marcelo Cantarelli
Doutor Marcelo Cantarelli

Doutor Marcelo, quais os sintomas mais característicos da doença?

A pessoa passa a urinar com maior frequência e em maior quantidade, passa a ter mais sede e fome e a perder peso. Visão embaçada, tonturas, fraqueza e facilidade para pegar infecções podem aparecer. Nas crianças, além desses sintomas mencionados, um comprometimento do crescimento pode ser notado.


Após a confirmação do diagnóstico, que tratamento seguir?

O diabetes tipo 1 necessita da reposição de insulina, já que o pâncreas não a produz, além de cuidados alimentares, com a redução do consumo de açúcares. O diabetes tipo 2, na grande maioria das vezes, produz insulina, porém ela não consegue atuar. O tecido gorduroso é a principal causa da resistência à ação da insulina; sendo assim, é fundamental evitar a obesidade, reduzir o peso, fazer uma dieta com pouco açúcar e pouca gordura, além de praticar atividade física aeróbica regular. Medicamentos que reduzem a glicemia [açúcar no sangue] e facilitam a ação da insulina também fazem parte do tratamento. Em poucos casos, o uso de insulina poderá ser necessário.

Ouvimos falar que o diabetes está relacionado com problemas cardiovasculares. Isso acontece mesmo, doutor?

Sim. O diabetes é um dos principais fatores de risco para infarto e AVC, ao lado da hipertensão e do colesterol. Seu aparecimento aumenta em até 50% o risco de a pessoa ter um infarto do miocárdio. Isso ocorre porque o diabetes potencializa os efeitos ruins da hipertensão e do colesterol sobre as artérias, acelerando o processo de aterosclerose [formação de placas de gordura nas paredes das artérias], que pode levar a obstruções e causar infarto [entupimento de uma artéria coronária no coração] ou AVC [entupimento de uma artéria no cérebro]. O diabetes afeta também outras artérias, como as da retina [o que pode comprometer a visão], as dos rins [o que leva a insuficiência renal] e as das pernas [o que causa dores para caminhar ou, em casos mais graves, a necessidade de amputação].

Doutor, as consequências negativas da doença são inúmeras. Então, como evitar?

O diabetes tipo 2 pode ser evitado com a manutenção de um estilo de vida saudável, com alimentação e peso adequados e atividade física frequente. Diabetes não tem cura, mas pode ser bem controlado.

Agora eu cheguei ao ponto que comentei lá no início: a questão da alimentação. Doutor Marcelo, o senhor pode nos citar quais alimentos são considerados os "vilões" e quais podemos dizer que são os "mocinhos" quando falamos em diabetes?

Como o diabetes tipo 2 está relacionado com obesidade, gordura abdominal, distúrbios dos triglicérides e do colesterol, uma dieta rica em gorduras e açúcares [carboidratos] só vai agravar a doença. No tipo 1, como a produção de insulina está reduzida ou ausente, ingerir açúcares em excesso pode desencadear graves crises secundárias, e a hiperglicemia pode levar ao coma. Portanto, uma dieta pobre em açúcares e gorduras é a ideal. Rica em legumes, verduras, frutas, grãos integrais, fibras, laticínios desnatados e carnes magras.

Neste dia 14 de novembro, faça algo por sua saúde no Dia Mundial de Combate ao Diabetes. Pratique hábitos saudáveis e evite o surgimento da doença!

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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