Caso Isabela: suspeita nega sequestro e afirma que iria levar a menina até o Conselho Tutelar
A criança foi levada pelo casal enquanto a mãe comprava cigarros em um bar na região de Santo Amaro, na zona sul da capital
Noinsta|Do R7, com informações da Record TV

A suspeita de ter sequestrado a pequena Isabela, de 1 ano e 11 meses, negou o crime e afirmou, com exclusividade ao Cidade Alerta, nesta sexta-feira (7), que pretendia deixá-la em uma unidade do Conselho Tutelar.
A menina foi levada por um casal, em 30 de junho, enquanto acompanhava o irmão mais velho e a mãe, Evaniza Vieira, que vendia balas próximo a um semáforo no bairro Santo Amaro, na zona sul da capital.
A investigada, de 48 anos, é manicure e casada com um motorista, com quem tem dois filhos. Durante a entrevista, ela admitiu que se arrepende de ter levado Isabela, "pela forma como fizeram", e que "faria diferente".
A mulher ainda disse que não planejou o sequestro, decidido de forma impulsiva com o marido, pois tinham medo que a família levasse a criança embora para a Bahia, onde eles moravam.
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A manicure também alega que o casal teria lhe oferecido Isabela diversas vezes e que estaria procurando padrinhos para cuidar dela, uma vez que não tinha condições de mantê-la. O objetivo deles era levá-la até uma unidade do Conselho Tutelar.
No dia do crime, a mulher contou que a mãe de Isabela foi até um bar comprar cigarros, momento em que ela aproveitou para raptá-la. O marido foi até o local de carro e buscou a menina.
O advogado de defesa João Roberto Carobene disse que não considera o episódio um sequestro, pois o casal agiu de forma espontânea, com a intenção de proteger a menina. Ele também reforçou que não houve cárcere privado, pois eles cuidaram da criança — compraram roupas para ela e a levaram para passear.
Isabela foi encontrada três dias após o sequestro, em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. A investigada afirmou à reportagem que o marido deixou a menina em um comércio, cujo dono foi o responsável por ligar para a Polícia Militar.
Após o ocorrido, o casal não pode mais se aproximar de Isabela, pois a Justiça concedeu uma medida protetiva. O caso segue em investigação pelo 11° Distrito Policial, de Santo Amaro.
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