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Bolsonaro e sua base criticam nas redes sociais atos contra o governo

Presidente citou confronto entre policiais e manifestantes em São Paulo e aproveitou para atacar sistema eleitoral e imprensa

Noinsta|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Seguranças do Metrô em confronto com manifestantes em São Paulo
Seguranças do Metrô em confronto com manifestantes em São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro e correligionários usaram as redes sociais para criticar os protestos contra o governo e a favor das vacinas neste fim de semana. O presidente publicou vídeo, hoje (4), de confronto entre policiais e manifestantes em São Paulo, e aproveitou para criticar o sistema eleitoral e a imprensa. As manifestações contra Bolsonaro ocorreram neste sábado (3) em diversas cidades do país e, em São Paulo, houve confronto e depredação.

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"Esse tipo de gente quer voltar ao Poder por um sistema eleitoral não auditável, ou seja, na fraude. Para a grande mídia, tudo normal", escreveu Bolsonaro. O vídeo mostra um grupo de pessoas arremessando objetos em policiais na Rua da Consolação, em São Paulo, onde foram registradas depredações de estabelecimentos e pontos de ônibus.


O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) usou tom de campanha em uma postagem. "Nunca foi tão fácil escolher", escreveu, com a hashtag 'Bolsonaro 2022'. A frase é legenda para um vídeo de ato a favor do pai com pessoas rezando.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, atacou o governo de João Doria com outro vídeo de policiais em choque com manifestantes: "Ainda não publicaram o valor que o governo do estado de SP gastou com as 'manifestações pacíficas' de ontem, nem o valor das multas para as pessoas que estavam sem máscaras".


Neste sábado (3) à noite, Bolsonaro já havia reagido associando os episódios de violência com as críticas ao seu governo. Com uma sequência de fotos de depredações, o presidente escreveu: "Nenhum genocídio será apontado. Nenhuma escalada autoritária ou 'ato antidemocrático' será citado. Nenhuma ameaça à democracia será alertada. Nenhuma busca e apreensão será feita. Nenhum sigilo será quebrado. Lembrem-se: nunca foi por saúde ou democracia, sempre foi pelo poder!"

As postagens negativas para o governo, porém, predominaram ontem, durante as manifestações. Ainda hoje, o termo "ladrão de vacina' estava entre os mais usados no Twitter, em referência à suspeita de propina em negociações para compra da vacina AstraZeneca. Dentre a base de Bolsonaro nas redes, a hashtag que mais tinha destaque era 'esquerda criminosa', que em geral reproduzia os vídeos de vandalismo em São Paulo.


Violência

Segundo a Polícia Militar, durante o ato um grupo de manifestantes depredou agências bancárias, pontos de ônibus e lançou coquetel molotov em direção aos agentes. Por volta das 19h25, houve invasão de uma agência bancária do Santander, na rua da Consolação. Vidros foram quebras e caixas eletrônicos incendiados.

Pelo menos duas pessoas foram detidas, suspeitas de participar dos atos de vandalismo e ferir seguranças do Metrô. Em nota, a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação da Linha 4-Amarela da companhia, informou que, às 19h50, na rua da Consolação, manifestantes depredaram o acesso Ouro Preto da estação Higienópolis-Mackenzie. Na tentativa de conter o grupo, oito seguranças sofreram escoriações e cinco deles foram socorridos.


Além deles, um policial militar ficou feridos durante o ato na capital paulista.

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De acordo com a Polícia Civil, os dois suspeitos detidos foram liberados após assinarem um termo circunstanciado no 78° DP, nos Jardins.

Em um dos momentos da manifestação, militantes do PCO (Partido da Causa Operária) e do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) se desentenderam, iniciaram uma confusão com agressões, que foi controlada momentos depois.

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