Lágrimas interrompem o depoimento. Manuela, uma publicitária recém-formada de São Paulo, silencia o pranto em meio a uma respiração inconstante encoberta pelo terror de lembranças. Relatava naquele momento a relação com o ex-namorado, como quase foi vítima de feminicídio e, em seguida, passou a sofrer outro tipo de crime, o stalking.
“Eu ainda tenho medo de ser morta. Tenho medo de viver o que tenho para viver, de ele vir atrás de mim e eu ser morta”, expressa a jovem que, neste R7 Estúdio, recebe o nome fictício de Manuela para ter a identidade preservada.
Manuela viveu, ainda vive e não sabe até quando viverá em um cercado mental. Uma bússola emocional a leva a acreditar que sua segurança foi corrompida por completo. O agressor, homem que conheceu no ambiente de trabalho e por quem se apaixonou, revelou-se, além de violento, um perseguidor contumaz, capaz de furar bloqueios presenciais e virtuais que ela instalara para impedir qualquer aproximação.
O suspense psicológico transformou, nos últimos dois anos, a jornada de seus dias em uma redoma de cristal, frágil proteção contra ações obsessivas. “Eu sempre dizia para mim mesma: ‘Fique atenta, fique calma, mas fique atenta’”.
Mas quando essa atenção vai poder esmorecer? Quando o sono se tornará mais tranquilo? Josélia, também vítima de um stalker, talvez tenha a resposta que Manuela não gostaria de saber.
O caso dela vem de uma época em que a palavra stalking sequer povoava nosso vocabulário. Há quase 40 anos, a divulgação do número de telefone de Josélia em uma rádio paulistana — resultado da brincadeira de mau gosto de uma amiga — colocou no seu caminho um jovem disposto a tudo para relacionar-se com ela. Com medo, ela também pediu à reportagem que seu nome real não fosse divulgado, ainda que há décadas não saiba o paradeiro do perseguidor.
Manuela e Josélia temem que uma informação tão trivial quanto o próprio nome venha a público porque já conhecem uma das faces mais cruéis do stalking: a de que a perseguição nunca termina.
Stalking: o que é e qual a origem
Antes de nos debruçarmos sobre as histórias de Manuela e Josélia, é preciso entender o crime que as vitima. “É um comportamento, a princípio”, sinaliza Thiago Henrique Roza, médico graduado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), com residência médica em psiquiatria e psiquiatria forense pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
De acordo com Thiago, por meio da sintomatologia psiquiátrica — uma análise do conjunto de sinais e sintomas que indicam alterações no comportamento, humor, pensamento ou funcionamento mental de uma pessoa —, é possível compreender que os stalkers se guiam por obsessões persistentes, que logo se tornam perseguições invasivas, ou até mesmo fatais.
O especialista afirma que é comum encontrar o distúrbio de comportamento obsessivo-compulsivo, mais conhecido como TOC, nos criminosos condenados. E que, apesar de ser considerado uma conduta, pode, em alguns casos, estar relacionado a outras disfunções mentais, como transtorno de personalidade narcisista, borderline, transtorno de personalidade antissocial, conhecido em sua forma mais grave como psicopatia, ou até mesmo esquizofrenia.
“Os transtornos de personalidade não são necessariamente determinantes, do ponto de vista neurobiológico, para causar o fenômeno de stalking [...], mas muitos dos indivíduos que estão envolvidos com comportamento de stalking têm um transtorno de personalidade, e ele pode ser desencadeado pelo uso e dependência de substâncias”, ressalta Roza.
O marco inicial do que se convencionou chamar de stalking e que resultou na criminalização da prática em diferentes países remete ao início dos anos 1980, a partir do caso de obsessão persistente de um fã da atriz hollywoodiana Theresa Saldana. O escocês Arthur Jackson assistiu à performance da artista nos filmes I Wanna Hold Your Hand e Defiance e se tornou um de seus maiores “admiradores”.
Arthur Jackson, que estava ilegalmente nos Estados Unidos e não poderia agir com seu próprio nome, contratou um detetive particular para encontrar o endereço residencial de Theresa. Na manhã de 15 de março de 1982, a atriz saía de seu prédio em West Hollywood e esbarrava com seu destino. “Você é Theresa Saldana?”, ouviu. De acordo com registros do The New York Times, ela se apressou para fugir ao perceber o perigo, mas não conseguiu escapar da fúria obsessiva do perseguidor. Foi esfaqueada 14 vezes e chegou ao centro médico em ‘estado terminal’, segundo os profissionais que a atenderam. Mesmo assim, sobreviveu e viu Jackson, o primeiro ‘stalker oficial’, ser preso e condenado pela tentativa de assassinato.

Casos de Rebecca Schaeffer (1989) e Laura Black (1984-1988) também ficaram famosos nos Estados Unidos, que passaram a considerar o stalking como crime em 1990. No Brasil, a legislação chegou três décadas depois. Em 31 de março de 2021, o país introduziu o artigo 147-A na lei n.º 14.132/2021, definindo a conduta dos stalkers como uma perseguição física ou virtual de forma a ameaçar a integridade corporal/psicológica ou violar a privacidade da respectiva vítima. A pena prevista é de reclusão de seis meses a dois anos, podendo ser aumentada em 50% quando o crime for praticado contra criança, adolescente, idoso ou contra mulher por razões de gênero.
“Stalking costuma se desenvolver muitas vezes de forma gradual, e uma das barreiras é justamente a naturalização de comportamentos abusivos, [...] além também do receio de represálias, ações de retaliação, ou de [a vítima] não ser levada a sério”, explica Thiago de Moura Chinellato, delegado de polícia da Divisão de Crimes Cibernéticos do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de São Paulo.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, o país registrou um aumento de 18,2% nas ocorrências de stalking no ano de 2024, quando 95.026 mulheres foram vítimas desse tipo de violência. Em média, 10 mulheres são perseguidas a cada hora no país. Desde a sanção da lei, os casos não param de crescer.

“Não é uma conduta banal ou apenas um incômodo; é um crime e pode causar sérios impactos psicológicos, e em alguns casos ele pode evoluir para situações graves de violência, ameaça ou outras práticas criminosas. A vítima não deve se sentir culpada ou isolada; na verdade, ela deve procurar imediatamente as autoridades. [...] A sociedade precisa entender que esse tipo de conduta não deve ser banalizada ou normalizada. A insistência, perseguição e a invasão de privacidade não são demonstrações de afeto ou de interesse, são comportamentos abusivos que precisam ser combatidos”, expressa o delegado.
A história de Manuela
“Ele voou no meu pescoço e me jogou na parede. Eu estava sufocando, eu pedia para ele parar e comecei a gritar por socorro, ele tapava minha boca, tapava minha respiração, eu não conseguia respirar. Eu arranhava ele e gritava. Chegou uma hora que comecei a rezar de tanto desespero. Eu falei: ‘Deus, por favor, não quero morrer dessa forma, por favor, me ajuda’”, relata Manuela, contendo as lágrimas.
Ela revela que tudo começou quando conquistou o emprego dos sonhos. Era a aguardada entrada no mercado de trabalho. A convivência com um dos sócios da empresa, que aqui chamamos de Carlos, fez nascer um sentimento recíproco. Os dois começaram a sair e, apesar de uma certa química, ela não sentia segurança no suposto relacionamento, que nunca foi concretamente firmado, já que ele nunca a reconheceu como sua companheira para os outros. Ademais, Carlos demonstrava um comportamento irascível, marcado também por comentários e piadas desagradáveis.
Certa noite, próximo às 23h, em meio a uma discussão sobre uma tarefa do trabalho, Manuela reclamou que estava se desdobrando para terminar uma entrega enquanto ele via vídeos do TikTok. Ela o xingou. Tomado por uma fúria repentina, Carlos a atacou, enforcando-a a ponto de não deixá-la respirar. Poderia vir a ser um lapso de insanidade? Decerto que não, porque o seu então companheiro apenas parou de sufocá-la quando os gritos de socorro passaram do volume “aceitável”.
Foi naquela noite, ao sobreviver, que Manuela percebeu que deveria se afastar para conseguir viver bem e sã. Ela desistiu do emprego e se distanciou dos colegas para tentar recomeçar.
O pós-ataque não foi menos traumático. Carlos poderia aparecer a qualquer momento. Até a cor e o modelo do carro de seu ex-parceiro passaram a assombrá-la. Era sair com amigos, família ou até mesmo ir para a padaria… o veículo a “perseguia”.
Com o tempo, cerca de um ano após as agressões, Manuela conseguiu se reinventar, conquistou um trabalho novo e refez sua vida, mas a vitória, em sua percepção, veio cedo demais. Certo dia, ao sair de sua casa e se encaminhar para o ponto de ônibus, Manuela reconheceu o carro a metros de distância. De algum modo, o ex havia descoberto sua localização.
“Ele veio na contramão para me pegar no ponto de ônibus e, quando se aproximou, foi desacelerando. Foi aí que peguei meu celular e comecei a gravar, mas ele viu o celular, acelerou e saiu pela contramão mesmo. Depois fui ver na gravação e era ele. Era meu ex que estava dirigindo. Eu tinha certeza”.
Depois daquele dia, nada foi igual. Voltou à estaca zero. Recebeu flores no trabalho, e o gesto, aparentemente romântico, foi assustador. Não menos do que um contato supostamente banal pelo Instagram. Uma colega que queria retomar o contato. Mas havia algo estranho nessa abordagem, na forma de falar, nas perguntas. Manuela buscou uma amiga em comum, pesquisou, queria tirar aquela história a limpo.
Quem estava do outro lado não era uma colega, não era uma mulher. Era Carlos. Ele hackeou o perfil de rede social de uma conhecida de Manuela para furar, assim, os bloqueios virtuais impostos. Do que mais ele seria capaz?
Segundo Manuela, Carlos, nessa identidade falsa, passou a enviar declarações de amor e a apresentar brechas de quem realmente estava falando. Depois de certo tempo, a máscara caiu por completo e ele chegou a assumir sua verdadeira identidade; além de todas as pequenas provas, a confissão dele era a maior delas, e a jovem as utilizou para fazer um boletim de ocorrência. A nova batalha, agora na polícia, tampouco se mostrou fácil. A burocracia e a morosidade das investigações acrescentaram, a todo temor, novas camadas de cansaço, desânimo e desesperança. E pior: não serviram para o que ela mais ansiava.
“Recebi uma ligação com DDD 11, acabei atendendo porque pensei que fosse ser um oficial de Justiça sobre o caso, mas era ele. Ele queria me encontrar, saber onde eu estava para sairmos juntos, resolver as coisas e novamente afirmando que eu era o amor da vida”. A reprodução dessas conversas, gravadas pela vítima, está no nosso podcast.
Em lágrimas, a jovem rebobina sua história e percebe, nas palavras dela, “o quanto regrediu”. A sobrevivente de um feminicídio e vítima de stalking lamenta por perder parte de sua vida com medo de sair de casa e ter que enfrentar a realidade. Ela também relata ter extrema dificuldade de se relacionar amorosamente, por não conseguir confiar. Da mesma forma, não entra em aplicativos de relacionamento com medo de que Carlos a encontre ou mesmo que se passe por outra pessoa. Sentimentos de insegurança e ansiedade a perseguem todas as noites e assombram suas manhãs com o fato de que, para ela, seu ex-parceiro não tem medo de nada.
“Ele sabe que não vai acontecer nada com ele e é por isso que ele vem atrás […] Eu sinto que eu tô numa eterna espera de que algo aconteça, é a ansiedade na sua mais pura forma, porque você fica esperando que aconteça alguma coisa, mas também não sabe se algo vai acontecer [...] E se eu cair de novo? E se eu postar um story e ele descobrir onde eu moro?”.
A história de Josélia
“Por muito tempo eu andava pelo bairro pensando se ele me reconheceria depois de todos esses anos. Espero que eu nunca tenha cruzado com ele na rua e que ele não saiba do meu paradeiro”. E quando ela fala “todos esses anos”, acredite, são muitos anos.
Josélia tem 53 anos de idade e foi vítima de perseguição com 15. E sendo apenas uma adolescente, precisou lidar com um medo avassalador, gerado pela presença de uma sombra sufocante à sua privacidade.
Precoce, nessa idade ela já começava a se preparar para o vestibular. A fama de ser uma garota “certinha e centrada”, lá pelos idos dos anos 80, pode ter sido um incentivo para que uma de suas amigas fizesse uma brincadeira de mau gosto, reforçada pela irresponsabilidade de uma rádio de São Paulo.
“Ela ligou para um programa de rádio, que fazia a ponte entre pessoas com a intenção de promover amizades e até encontros. E na época, também, zero ética da emissora, porque colocaram um anúncio de uma menor de idade, né? Mas, enfim, a minha amiga, se passando por mim, ligou e disse qual era meu bairro, deu a minha descrição e falou que estava esperando por amizades, e o telefone da minha casa tocou imediatamente, tarde da noite. Virou um pesadelo, era colocar o telefone no gancho e ele tocava”.
Josélia chegou a atender dois ou três telefonemas antes de conhecer o que o destino lhe havia preparado. O rapaz tinha 17 anos, e aparentava ser o “amigo perfeito”, já que ele também se encontrava em fase de pré-vestibular e ambos teriam muito assunto e temas para conversar.
“Não tinha malícia, não tinha aparentemente nada de perturbador naquela conversa e eu acabei dando trela para que ele ligasse outras vezes [...]. Mas ele se tornou inconveniente à medida que começou a insistir nessas ligações”.
Aos 15 anos, porém, Josélia ainda não tinha a noção exata do perigo. Para ela, tudo aquilo era perigoso porque lhe poderia render uma bela bronca de seus pais. Ela continuou ouvindo os incessantes pedidos do rapaz para se encontrar pessoalmente com ela. Ouviu dele que, depois desse encontro, ele pararia de perturbá-la. Ela decidiu, então — no que hoje chama de uma “coisa estúpida” que fez, se culpando —, encontrá-lo em um shopping.
Mas ele não cumpriu a promessa de se afastar. “E um dia ele bateu no meu portão. Fiquei apavorada e me escondi”.
A conversa que começou com inocência se tornou a maior pista para que o perseguidor de Josélia descobrisse onde era sua residência; nos telefonemas, ambos revelaram fatos privados, como as sedes dos encontros religiosos que frequentavam. Com isso, ele teve os elementos necessários para descobrir o endereço exato da garota.
“Eu demorei a perceber, mas ele começou a ir até minha casa e me observar, observar a minha rotina. Até que um dia, ele deixou um bilhete embaixo da minha porta, dizendo que sabia onde eu morava, que sabia a minha rotina e que, se eu não saísse de novo com ele ou não atendesse às ligações, ele se mataria [...] Tive medo”.
Eu nunca vou saber se ele atentou contra a própria vida, que fim ele teve. Anos depois eu me mudei e não tenho ideia de onde ele está ou se ele ainda está vivo. Só espero que ele não saiba do meu paradeiro
Josélia contou o que estava acontecendo para sua mãe, mas recebeu a ajuda mesmo que precisava de uma amiga — dessa vez uma amiga de verdade, não aquela do trote. Ela teve uma conversa séria com o stalker, suficiente para que ele desaparecesse. Sua sombra invisível, porém, segue pairando sobre uma mente que não consegue esquecer.
A importância de denunciar
“É relativamente comum que o autor [do crime stalking] seja alguém que já teve algum tipo de vínculo com a vítima. É comum também estarmos diante de ex-companheiros, ex-namorados, ou pessoas que desenvolveram uma obsessão unilateral [...] Em muitos casos, é importante que se diga, o comportamento surge após o término de um relacionamento, ou diante de uma frustração afetiva [...] em que passam a perseguir a vítima por interações em redes sociais ou mesmo saem do ambiente digital e vão para o ambiente físico. O ponto em comum costuma ser sempre a fixação persistente pela vítima e a incapacidade de aceitar limites ou a rejeição”, acrescenta o delegado Chinelatto.
No artigo “Considerações acerca do stalking no ordenamento jurídico brasileiro: paralelo entre casos reais e a série You”, de Jayne Oliveira de Souza e Ivan Clementino de Souza, disponível na Revista Jurídica da Escola Superior do Ministério Público de São Paulo, afirma-se que a infração pode acontecer entre desconhecidos, ex-companheiros, durante o matrimônio e, em uma vertente recente, pelo chamado cyberstalking.
Os autores do estudo revelam que o mais danoso é aquele que provém de um relacionamento encerrado, seja ele qual for, em que geralmente os agressores apresentam problemas como dependência de álcool ou outras substâncias, lícitas ou não, fazendo com que a aproximação contra seus alvos seja mais intensa. Além disso, insultos e o comportamento violento são adotados com frequência, tendendo ao descontrole e, às vezes, a comportamentos suicidas.
Com o aumento contínuo de casos, e da crescente emissão de medidas protetivas contra os agressores, a questão que permanece entre especialistas, autoridades e, principalmente, vítimas é: como prover a proteção necessária? Como conquistar a segurança efetiva? Como ter a certeza de que o stalker não vai se aproximar?
O delegado Chinelatto declara que, quando o crime de stalking é identificado, há um longo processo de análise cuidadosa sobre o contexto das provas e do impacto que os atos infratores causaram na vida das vítimas. Segundo a autoridade, é comum encontrar insatisfação por parte dos perseguidos devido à difícil construção de um caso, principalmente se detectada ainda no início.
“Se ele esperou um ano para tentar entrar em contato comigo, quem garante que ele não vai esperar mais um ano para fazer alguma coisa ou que não vai entrar mais em contato comigo? Quando ele fez essa tentativa de homicídio, foi a única vez que eu não denunciei, porque eu tinha muito medo de denunciar e não acontecer nada [...] Por muito tempo me senti muito culpada, me senti uma covarde. Talvez as coisas fossem diferentes hoje”, expressa Manuela.
Ela precisou fazer dois boletins de ocorrência contra seu perseguidor. No primeiro requerimento, as provas guardadas por ela e entregues à delegacia responsável pelo caso não foram anexadas e, assim, seu processo não avançou para outras etapas.
Apesar de todos os obstáculos enfrentados — o medo de represálias, a dor de reviver a violência, a burocracia na formalização da denúncia e os entraves na validação de provas —, é crucial que vítimas de stalking encontrem forças para denunciar. Segundo a jovem Manuela, por mais difícil que seja, junto de uma rede de apoio é possível sim ir até as autoridades.
O processo pode ser longo e, por vezes, frustrante, envolvendo desde a coleta de evidências até análises que sustentem o caso, mas cada registro é um passo importante e fundamental para a construção do caso e um avanço para a conquista de proteção e justiça.
*Estagiária sob supervisão de Arnaldo Pagano, editor do R7

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