Às vésperas da estreia de João Augusto Liberato no Domingo Espetacular neste domingo (25), o R7 Estúdio refaz os primeiros passos de Gugu Liberato (1959 – 2019) na comunicação e conta a trajetória de sucesso sob a perspectiva de quem esteve ao lado do ícone da TV brasileira nas últimas décadas.
Parceiro profissional e melhor amigo do apresentador ao longo de 44 anos, o diretor de TV, Homero Salles, relembra o dia em que conheceu Gugu, no final da década de 1970.
“O diretor de produção me avisou que dividiria a mesa por um tempo com um garoto que estava voltando, um tal de Augusto Liberato, que [na época] tinha uns 16, 17 anos. Aí eu fiz uma cerquinha e disse que não aceitaria bagunça. Mal sabia que ali estava começando uma amizade que ia durar mais de quatro décadas. Nessa época, nós passamos a dividir a produção de um programa chamado Cidade contra Cidade, ambos eram produtores”.
O diretor de produção me avisou que dividiria a mesa com um garoto, um tal de Augusto Liberato. Aí eu fiz uma cerquinha e disse que não aceitaria bagunça
No começo dos anos 1980, enquanto Homero cuidava do Miss Brasil, Gugu se aventurava na Sessão Premiada. “Ele ficava em uma bancada e interrompia o filme para perguntar algumas palavras que apareciam. Se a pessoa realmente soubesse, ela ia para um painel enquanto ele sorteava alguns prêmios de patrocinadores. Gugu também fazia ponta no humorístico Alegria, e a Semana do Presidente para o Silvio [Santos] (1930 – 2024). Na verdade, não na frente do vídeo, mas, como redator”, conta Homero.
Nasce um campeão de audiência
Gugu nunca escondeu o desejo de fazer algo na frente das câmeras, e Homero aproveitou para dar aquela força. Ele comentou sobre o trabalho do amigo com uma produtora argentina amiga de Silvio Santos, que na época estava montando um novo programa na emissora.
“Eu falei sobre um garoto que estava começando e tinha uma vontade enorme, era talentoso e muito bem articulado. Vendi o que eu podia do Gugu e quando mostrei a fita com ele entrando lá no Miss Brasil para dançar com candidatas, ela já o conhecia como o assistente de produção e questionou se ele também apresentava. Eu disse que ela não sabia o sucesso que ele fazia aqui. Então, ela topou fazer um teste e ele se saiu muito bem”.
De lá para cá, o Viva Noite foi tomando forma. “O Gugu nessa época fazia um programa na Rádio Capital, era pequenininho, mas era diário. Aí eu saía do SBT e ia para a rádio. A gente sentava no corredor, porque não tinha nem onde sentar, e literalmente, fazia o roteiro nas coxas, pois não tinha nem mesa para escrever. Quando o Viva Noite estreou, não era aos sábados, mas às quintas e só para São Paulo”, revela Homero, completando: “O diretor achava que não tinha qualidade para entrar na rede, só que foi dando cada vez mais audiência e o pessoal teve que se render e colocar o programa na rede também”.
A partir de então, a atração conquistou toda a família brasileira. “Teve um dia, por exemplo, que a gente abriu a porta do estúdio e viu que podia utilizar a rua também. E aí ficou uma loucura, porque passamos a fazer umas gincanas, pedir ao público para trazer o vovô vestido de pijama ou a tampa de uma privada”, relembra o diretor.
Um público especial e inesperado
Apesar do formato original do programa não ter nada o público infantil, Gugu acabou conquistando a criançada com seu carisma. “Sempre vinha uma mãe com o filho falar que a criança adorava o programa, e o Gugu me olhava e perguntava de onde estavam vindo essas crianças. Quando a gente começou a receber esse feedback, que veio espontâneo, olhou um para o outro e eu falei, acho que a única coisa que tem aí que está chamando é você. É uma questão de empatia, e foi consagrado isso, tanto que o Gugu se tornou o maior vendedor de brinquedos do Brasil”.
Com o público infantil cada vez mais consolidado, a atração passou a incluir músicas e danças mais lúdicas, como a clássica Baile dos Passarinhos. “Depois disso, veio o cantor mascarado, que só era revelado no final”, relembra Homero, que destaca outras figuras que faziam sucesso com a criançada, como o Pintinho Amarelinho, a Mão e o Bugalú.
Na atração que se tornou campeã de audiência, Homero conta o quanto o apresentador ficava à vontade, porque conseguia brincar e ficar solto no palco. “Gugu saía [de casa] muito pouco, porque falava que tinha uma festa toda semana e era ele quem dava e recebia convidados no palco”.
Gugu saía [de casa] muito pouco, porque falava que tinha uma festa toda semana e era ele quem dava e recebia convidados no palco
Mais sucesso
A dupla ainda emplacou outros projetos marcantes, como Corrida Maluca, Cidade Contra Cidade, Sabadão Sertanejo, TV Animal e Domingo Legal. “O Gugu se dava muito melhor com programa ao vivo do que gravado. Quando o Silvio resolveu que ele faria o domingo, o primeiro programa foi o Cidade Contra Cidade, onde a cidade já traz as provas prontas, você tem um júri e coloca ali em votação”.
Fora do palco, o apresentador era um grande estrategista, segundo o diretor: “Gugu era alucinado pelos números, acompanhava da casa dele, respirava televisão 24 horas. Ficava fácil trabalhar com ele dessa maneira, ele entendia o que estava fazendo e não se limitava a chegar e apresentar um programa. Nós aprendemos isso com o Silvio [Santos], não resta dúvida. Silvio conhecia os quadros que trazia melhor do que qualquer pessoa”.
Gugu era alucinado pelos números, acompanhava da casa dele, respirava televisão 24 horas. Ele entendia o que estava fazendo e não se limitava a chegar e apresentar um programa
Estreia na RECORD
O desafio de mudar de casa após décadas e já com uma carreira consolidada foi concluído com muita alegria por Gugu Liberato, e no dia 30 de agosto de 2009 entrava no ar a primeira edição do Programa do Gugu. A atração teve a participação do Blue Man Group e o quadro Sonhar Mais um Sonho foi o ponto de partida para uma nova história.
“O tempo que a gente ficou na RECORD foi maravilhoso e os programas que fizemos poderiam competir com qualquer atração no mundo de entretenimento. O Gugu estava muito feliz, porque ele também ganhou qualidade de vida. Ele gostava de viajar, porque podia andar mais à vontade, sem assédio, ele adorava ir ao supermercado, feira... O Gugu era bem simples mesmo, quem teve o privilégio de conviver com ele, sabe disso. Ele usava calção e camiseta, gostava das coisas simples. Então, quando viajava, poderia ser muito mais o Antônio Augusto, o Toninho”.
O tempo que a gente ficou na RECORD foi maravilhoso, o Gugu estava muito feliz, porque ele também ganhou qualidade de vida
Na tela da RECORD, Gugu comandou diferentes programas e também se reinventou no comando do reality de casais Power Couple e do talent show Canta Comigo, além de se divertir como professor da Escolinha do Gugu.
O diretor do núcleo de realities da RECORD, Rodrigo Carelli, não economiza nos elogios ao falar da parceria com Gugu Liberato entre 2018 e 2019.
“Era uma pessoa incrível, muito educado, cordial. Tratava toda a equipe muito bem. Embora tivesse muita experiência na TV, estava sempre disposto a aprender. Ele era muito fácil de dirigir e disposto a ouvir os conselhos da equipe. Muitas vezes, parece até que ele se esquecia do ícone da TV que era. Sabia e gostava muito do que fazia”.
Carelli relembra momentos e histórias emocionantes. “Teve o dia em que os 100 jurados do Canta Comigo fizeram um coro: ‘ei Gugu, já disse que te amo hoje?’ e ele retribuiu ‘eu também amo vocês’, sendo essas as últimas palavras que ele disse na TV. Outro momento marcante para mim foi depois de um dia cansativo de gravação ele dizer: ‘nunca trabalhei tanto na vida, mas estou muito feliz’”.
Muitas vezes, parece até que ele se esquecia do ícone da TV que era. Sempre muito atencioso e disposto. Sabia e gostava muito do que fazia
Com a experiência de quem também faz história na comunicação, Carelli não tem dúvidas de que Gugu é um dos símbolos da TV brasileira. “É um dos poucos nomes que todo mundo realmente conhece. Eu não conheço um brasileiro que não saiba quem ele foi. Ele sempre foi um ótimo apresentador e comandava tudo ao vivo nos anos 1990, então creio que apresentar um reality show não foi um desafio, embora fosse um formato inédito na sua carreira”.
Eu não conheço um brasileiro que não saiba quem ele foi. Ele sempre foi um ótimo apresentador e comandava tudo ao vivo nos anos 1990, então creio que apresentar um reality show não foi um desafio, embora fosse um formato inédito na sua carreira
Sintonia no palco
A apresentadora Alessandra Iscatena começou a trabalhar com Gugu aos 13 anos de idade, ainda como figurante no Corrida Maluca. “O Homero Salles, diretor do programa, disse que o Gugu estava encantado comigo e que marcariam o teste de imagem para ver a minha desenvoltura no palco. No entanto, foi mais cedo do que eu imaginava. O teste aconteceu durante a troca de cenários do programa. Seria naquele momento, no ‘valendo’ do programa, já que neste meio tempo houve a saída de uma das assistentes”.
A parceria entre os dois era percebida pelo público e logo Iscatena começou a ser reconhecida como o braço direito do apresentador: “Nesses 12 anos, criamos uma sintonia profissional muito grande. Só de olhar para ele, eu já sabia se estava bem ou não, e o que precisava durante o programa, que aliás até hoje dizem que é impossível pensar no Gugu e não se lembrar de mim, e vice-versa. Isso me alegra o coração”.
Alessandra esteve ao lado dele entre 1989 e 2001 e até hoje recebe o carinho dos fãs. “São muitas lembranças de momentos engraçados, como uma vez dei uma tortada nele [risos] no Domingo Legal e até dias os mais tristes, como a morte dos Mamonas Assassinas”.
Nesses 12 anos, criamos uma sintonia profissional muito grande. Só de olhar para ele, eu já sabia se estava bem ou não, e o que precisava durante o programa
Alessandra conta que aprendia só observando as atitudes dele. “O trabalho que ele exercia ia além do profissionalismo. Era muito amor envolvido. Foi assim que me apaixonei pela TV”.
Musas da Banheira
A atriz e jornalista Luiza Ambiel começou a trabalhar com Gugu no começo da década de 1990 em quadros como Corpo Pintado e Táxi do Gugu, mas explodiu mesmo com a Banheira do Gugu, quando tentava impedir que convidados famosos pegassem sabonetes que estavam espalhados.
“Acho que trabalhamos juntos uns cinco anos e a galera sempre fala que sou ‘cria dele’. Foi ele que me ajudou e falou meu nome artístico pela primeira vez. Eu aprendi muito com ele, essa questão de ter disciplina, ser exigente e fazer tudo com perfeição. Hoje eu consigo coordenar meu trabalho, as gravações do meu podcast, porque aprendi com ele”.
Luiza revela que mesmo o programa tendo vários momentos de pura descontração, Gugu estava sempre focado. “No ao vivo não tinha muita essa coisa de risadinha e brincadeirinha. Principalmente quando a gente estava perto dele, que estava concentrado e de olho na audiência. Quando o programa do Faustão encostava na gente, ele metia a banheira. Mas fora do horário comercial, era outra pessoa. Porque acho que já estava mais relaxado”.
No ao vivo não tinha muita essa coisa de risadinha e brincadeirinha. Principalmente quando a gente estava perto dele, que estava concentrado e de olho na audiência
A banheira fez história e rendeu muito entretenimento para a família brasileira. Luiza levava a sério e chegou a fazer artes marciais para poder se defender. “A primeira ‘gravata’ que eu dei no convidado, o Gugu amou. Quando entrou o comercial, eu contei que estava fazendo jiu-jítsu, ele começou a rir e falou que eu estava sempre me reinventando e ele gostava disso”.
A jornalista Solange Gomes assumiu a banheira no final da década de 1990 após desfilar em uma banheira na escola de samba Salgueiro durante o Carnaval do Rio de Janeiro. “Depois que o Gugu faleceu, eu fiquei sabendo que fui realmente uma escolha dele, quando ele me viu pediu para me convidarem, ele sempre teve preferência pelas morenas ali na banheira. Fui ficando e aprendi muita coisa de televisão, sempre fui curiosa comecei a entender o que dava audiência e o que não dava”.
Solange relembra que na mesma época recebeu um convite para trabalhar em outra grande emissora, mas acabou optando por ficar na banheira. “Sempre gostei dessa linha de show, daquela música alta, do programa ao vivo. E eu tinha um encanto, um fascínio pelo Gugu, sabe? Era o jeito dele, carismático, educado. Aquele apresentador que dá espaço para as pessoas. Não tinha medo de competir”.
Ex-peoa de A Fazenda, a jornalista confessa que levou para o reality da RECORD um conselho que recebeu do apresentador. “Gugu sempre falou uma coisa que repeti até quando eu estava em A Fazenda, e levo para a minha vida: seja você sempre. E televisão, a gente não pode mentir para o público. Não podemos esconder quem somos. O público percebe se a pessoa é de verdade ou de mentira. Então, isso eu levo não só para a televisão, mas para a minha vida”.
Gugu sempre falou uma coisa que repeti até quando eu estava em A Fazenda, e levo para a minha vida: seja você sempre. E televisão, a gente não pode mentir para o público
Dani Boy: o Mini Gugu
O cantor Dani Boy apareceu em rede nacional ao lado de Gugu Liberato pela primeira vez em 1998, quando tinha apenas 5 anos. A versão miniatura do apresentador encantou os telespectadores e trouxe uma dose de fofura para a tela da TV.
“Eu fiquei por cinco anos sendo o Mini Gugu, e foi um presente para a minha vida, eu sempre gostei mesmo de cantar, tanto que a minha participação no programa era para cantar, enquanto outra criança dançava, um tocava cavaco e o outro era locutor de rodeio. Quando acabou a apresentação, falei para o Gugu que queria trabalhar com ele, e foi então que passei a ser assistente de palco dele. Isso foi me abrindo portas para outros campos”, comenta Dani Boy.
Já adulto, Dani tem a dimensão do significado de estar ao lado do apresentador: “Ficar ao vivo, no melhor horário da TV ali no final dos anos 1990, início dos anos 2000, por tantas horas como líder de audiência várias vezes, realmente não é para qualquer um. Essa é a grande prova de que o Gugu foi um dos maiores comunicadores do país e da história da TV brasileira. O Gugu me proporcionou realizar muitos sonhos, muita coisa que eu vivo ainda hoje é graças a essa oportunidade que ele me deu”.
Entre os momentos marcantes, ele não esquece o dia que apresentou o começo do programa de última hora, quando o Gugu demorou para entrar e ninguém sabia o que tinha acontecido, alguns disseram que ele havia caído no camarim e machucado o braço. Então, vieram correndo com o microfone e falaram entra lá e fala: ‘com vocês, Los Hermanos’. Eu chamei, o grupo cantou, e aí veio o intervalo. Depois disso, o Gugu apareceu com o braço imobilizado”.
Estar no palco ao lado de Gugu proporcionou para Dani Boy o contato próximo com muitas celebridades. “Tive a oportunidade de conhecer Daniel, Leonardo, Chitãozinho e Xororó, Sérgio Reis, Roberta Miranda. Ainda tem a galera internacional, o Mister M, a Thalia, Shakira, e o ápice para mim, foi o [Jean-Claude] Van Damme”, relembra.
Para o cantor, o apresentador é um exemplo, não só no âmbito profissional: “Gugu ajudou muita gente a realizar sonhos, eu mesmo fui um deles. Então, é claro que tem sim muita inspiração profissional, mas acho que o que mais levo é esse lado humano dele, sou muito grato por tudo que a gente viveu”.
Gugu ajudou muita gente a realizar sonhos, eu mesmo fui um deles. Então, é claro que tem sim muita inspiração profissional, mas acho que o que mais levo é esse lado humano
A história continua
Com carisma, humildade e muita vontade de aprender, João Augusto Liberato estreia na tela da RECORD no próximo domingo (25), no quadro João Liberato em Construção, no Domingo Espetacular . Ele já tem uma legião de fãs famosos e anônimos, que torcem pelo seu sucesso e enxergam muito do Gugu no jeito do jovem de 24 anos que o Brasil viu crescer.
O diretor de TV Homero Salles conversa com João pelo menos duas a três vezes por semana e tenta ajudar e orientar como pode o filho do melhor amigo.
“Esse convite da RECORD foi maravilho, sempre comentei que o pai dele teve uma formação porque foi produtor de TV, e por isso tinha noção do que era uma edição, sonorização e posicionamento de câmera. Não existe faculdade de apresentador, para você se tornar um, tem que ser devagar, passo a passo, é a prática, precisa saber como funciona a máquina. Achei fantástica a oportunidade [no Domingo Espetacular], porque era exatamente o que cansei de falar. O formato é um grande presente e ele poderá ir paulatinamente. João Augusto tem bons valores, é um menino humilde e que não tem vergonha de falar que está começando e aprendendo”.
João Augusto tem bons valores, é um menino humilde e que não tem vergonha de falar que está começando e aprendendo
Experiente, Homero conta o conselho que deu para João: “Em primeiro lugar se divirta. Faça algo que você esteja alegre em fazer. O público percebe essa diferença e a gente não engana a lente”.
Rodrigo Carelli também ficou feliz de ver João Augusto refazer os passos do pai. “Ser filho de alguém famoso tem o lado bom e também o lado ruim, de ter que provar seu próprio talento. Mas tenho certeza de que ele vai mandar muito bem nessa nova empreitada”.
Ser filho de alguém famoso tem o lado bom e também o lado ruim, de ter que provar seu próprio talento. Mas tenho certeza de que ele vai mandar muito bem
Solange Gomes não conhece João pessoalmente, mas já conversou pelo direct de uma rede social com o jovem e torce muito por ele. “Ele é muito educado, a gente vê que realmente foi criado pelo Gugu e pela Rose [Miriam].
Luiza Ambiel dividiu palco com o filho de Gugu no game show Acerte ou Caia! e não conseguiu segurar a emoção nos bastidores. “Foi difícil, começou a passar um filme na minha cabeça. Eu evitei até ficar olhando muito para ele, porque ele tem todos os trejeitos do pai, igualzinho o Gugu. O jeito de falar, olhar, se movimentar. Eu posso falar, porque fiquei ao lado dele o tempo todo, durante cinco anos. No dia da gravação, ele falou que estava um pouco nervoso e eu disse o que aprendi com o pai dele, que TV é show, ligou aquela câmera, você se joga”.

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