Em 2025, Fernanda Costa recebeu uma notícia pela qual esperava há mais de uma década: a data do julgamento do homem acusado de mandar matar sua mãe, Viviane Costa. Aos 29 anos, casada e mãe, ela se preparava para acompanhar uma etapa decisiva do processo. Mas a notícia também a levou de volta a maio de 2013, quando, aos 16 anos, foi chamada na escola e soube que Viviane havia sido baleada.
“Voltei a ter 16 anos, com todas as memórias, a saudade, o medo e a angústia vindo à tona”, relembra. Desde a morte da mãe, Fernanda precisou assumir responsabilidades que não imaginava enfrentar tão cedo: lidar com advogados, acompanhar o processo judicial e testemunhar contra o acusado. A proximidade do julgamento trouxe novamente à superfície lembranças e sentimentos que a acompanhavam desde a adolescência.
Um ano antes de ser assassinada, Viviane havia sobrevivido a uma tentativa de feminicídio no mesmo endereço em que morreria em 23 de maio de 2013. Aos 36 anos, ela foi baleada dentro do carro, na Avenida Timbira, no bairro Cidade Nova, em Manaus, logo após deixar a filha na escola.
Nos dois casos, o ex-noivo, Alesson Pessoa Mota, foi apontado como mandante dos ataques. Ele foi condenado a 37 anos, três meses e 15 dias de prisão, em regime fechado. O atirador, Francisco de Almeida, recebeu pena de 33 anos, nove meses e 19 dias, também em regime fechado. O R7 tentou contato com a defesa dos dois, mas não obteve respostas.
“Ele [Alesson] tinha mandado matar ela no ano anterior. Ela foi baleada, foi hospitalizada, mas sobreviveu. Prestou queixas, contou que ele havia sido o mandante do crime. Registrou o ocorrido na delegacia. Mesmo assim, foi morta um ano depois, no mesmo lugar, exatamente da mesma forma”, lamenta Fernanda.
Segundo a autônoma, as violências eram diversas e constantes. Desde ameaças até uma vez em que o ex-noivo de Viviane colocou drogas no carro da família. Fernanda conta que tudo era registrado às autoridades, que, para ela, falharam em proteger sua mãe.
Mesmo com as denúncias, mesmo com os precedentes. Não conseguiram protegê-la. Se tivessem a ajudado, minha mãe estaria viva hoje.
Para Viviane, “absolutamente tudo” em sua vida mudou depois daquele ano. A adolescente foi morar com a avó, enquanto a irmã, na época com 2 anos, passou a ser criada por uma tia. A família se mudou para Belém (PA) em busca de um recomeço.
“Na minha cabeça de adolescente, parecia que eu tinha abandonado minha mãe. Eu só queria voltar para casa, para os meus amigos. Mesmo vendo minha irmã diariamente, sentia que haviam me arrancado aquele elo. Tudo mudou a partir dali”, relembra.
Ela conta que, ao lidar com a perda tão cedo e de uma forma tão violenta, precisou amadurecer rápido e perdeu muito da “fase”. Festas, namoros e outros aspectos da vida jovem passaram a ocupar o segundo plano da sua vida.
“Tive que me tornar mulher muito cedo para lidar com a dor. Como não conheço meu pai, minha mãe me ensinou tudo que eu poderia aprender. A morte dela virou a chave na minha vida de uma forma radical. Aquela menina teve que crescer muito depressa para segurar as rédeas da família.”
Vítimas invisíveis
Assim como Fernanda, milhares de crianças e adolescentes no Brasil conhecem cedo a dor de perder a mãe para a violência de gênero. Entre 2023 e março de 2026, o país registrou 6.903 casos de feminicídio que deixaram ao menos 4.507 órfãos, segundo dados do Lesfem (Laboratório de Estudos de Feminicídios), da UEL (Universidade Estadual de Londrina).
O número real, contudo, pode ser substancialmente maior, como aponta a coordenadora do Lesfem, a socióloga Silvana Mariano. Responsável pela condução do levantamento, ela explica que, uma vez que o Brasil não dispõe de um sistema nacional unificado para contabilizar essas vítimas indiretas, mapear o perfil e o quantitativo dessas crianças é um desafio complexo.
“Os sistemas de segurança e Justiça são voltados para o registro do crime e a punição do autor. Ainda predomina uma tradição de tratar a vítima como mero objeto de prova e, nessa abordagem, pouco se produz de conhecimento sobre a vida. O foco fica centrado na morte”, afirma a pesquisadora.
Mariano também diz que a forma como as notícias acerca do feminicídio são divulgadas contribui para o processo de “apagamento” dessas histórias.
“A cobertura jornalística, que hoje é o que nos permite conhecer essas realidades, é diversa e contraditória. Ainda predomina a narrativa focada no episódio criminal, na vítima e no agressor. Depois do fato, raramente se acompanha o destino dessas crianças”, analisa.
Um último abraço
Para quem enterra uma mãe vítima de feminicídio, o crime, a notícia e o velório são o início da história. No caso do estudante Arthur Leandro, de 20 anos, a vida mudou de todas as formas possíveis. Entre reviravoltas de rotina e mudanças de endereço, ele diz que os pequenos detalhes são os que mais ocupam seu pensamento.
Entre eles, uma regra rigorosa: ele nunca dá “meios abraços”, daqueles feitos na pressa, com apenas um dos braços. Esse conceito nasceu depois daquela noite em outubro de 2022, quando sua mãe bateu à porta do banheiro para se despedir antes de sair para comprar a janta. Pela fresta da porta entreaberta, o jovem esticou o braço e a envolveu em uma despedida rápida, sem imaginar que aquele seria o último contato entre os dois.
Vanessa Lopes dos Santos, na época com 31 anos, foi vítima de feminicídio cometido pelo ex-namorado, Douglas D’Aguiar de Sousa, enquanto saíam para comprar hambúrgueres. Ela foi atingida por 12 golpes de faca e teve o corpo localizado horas depois pela polícia, perto de uma estação de metrô de Ceilândia, no Distrito Federal.
“Foi tudo muito violento. O crime foi agravado porque ela não teve chance de defesa. Além disso, a Justiça considerou que houve requintes de crueldade. Ao todo, 12 facadas. Doze. É muita coisa”, relata Arthur.
Sem nunca ter mantido contato com o pai — que está preso desde antes do seu nascimento —, Arthur passou a viver com a tia após a tragédia.
“Tudo na minha vida mudou. Minha mãe era alguém que sempre estava lá por mim. Eu era apenas uma criança de 16 anos e, com a morte dela, precisei aprender muito cedo a lidar com o que não deveria: o luto, a solidão e a ausência de uma base”, lamenta.
Ela era o alicerce da casa, quem mantinha tudo em pé. Mãe é a mulher mais importante na vida de qualquer pessoa.
A presença marcante de Vanessa se estendia a todos os momentos da vida do filho. Dias antes de morrer, ela havia comprado para ele um tênis novo para o campeonato interclasse da escola, que aconteceria nas semanas seguintes. Quando sua turma se tornou campeã, poucos dias depois da morte de Vanessa, Arthur estava calçando o último presente da mãe. Após o título, junto aos colegas, ele ergueu uma faixa com uma palavra que nenhuma criança deveria carregar no vocabulário: luto.
Ao condenar Douglas por feminicídio, a Justiça levou em consideração o fato de que Arthur dependia financeiramente da mãe no momento da morte dela, ficando desassistido após o crime.
No total, Douglas foi condenado a 26 anos, sete meses e 24 dias de reclusão. Sua defesa tentou pedir que os agravantes (motivo torpe, crueldade, violência sem chance de defesa por parte da vítima) fossem retirados do cálculo da pena. O juiz recusou. O R7 tentou contato com a defesa, mas não recebeu resposta.
Mas a pena, por si só, não mudou a realidade de Arthur, que se viu sozinho em uma casa aos 16 anos. O jovem recebeu suporte do programa Acolher Eles e Elas, da Secretaria da Mulher do DF, que concede amparo financeiro e psicológico a filhos de vítimas de feminicídio por meio de um auxílio mensal, garantido até os 21 anos, para gastos básicos, de saúde e educação.
“Foi por meio desse auxílio que pude fazer meu curso e conquistar, pouco a pouco, minhas coisas. Não sei, sinceramente, o que teria sido se eu não tivesse sido abraçado pelo programa”, conta o jovem.
Pensão para órfãos de feminicídio
A realidade de Arthur, contudo, é exceção no cenário nacional. Embora 19 das 27 unidades federativas do Brasil possuam programas voltados a crianças e adolescentes órfãos do feminicídio, apenas nove delas oferecem, entre os benefícios, algum tipo de assistência financeira a essa parcela da população.
Para garantir uma política pública nacional, em 2023 entrou em vigor a Lei nº 14.717, que institui o pagamento de uma pensão especial aos filhos de vítimas de feminicídio.
O auxílio garante um salário mínimo mensal aos dependentes menores de 18 anos, valor que é dividido caso haja mais de um beneficiário. Para ter direito ao recurso, a guarda deve ser exercida por um responsável legal com renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo (R$ 405,25).
No entanto, a lei levou mais de dois anos e meio para ser devidamente regulamentada, etapa indispensável para detalhar os procedimentos operacionais de pagamento.
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começou a receber as solicitações em dezembro de 2025, mas os critérios para que os técnicos da Previdência analisassem os processos só foram definidos no fim de maio deste ano, com a publicação de uma portaria do órgão.
Até meados de outubro, o INSS já havia recebido cerca de 657 requerimentos, segundo o instituto. Entre os processos, 509 foram analisados. Desse total, 244 benefícios foram concedidos e 265 foram indeferidos.
Segundo o órgão, o prazo regulamentar para a conclusão de cada análise é de 45 dias, e os valores devidos serão pagos de forma retroativa à data do pedido.
“Direito ainda não realizado”
Apesar dos avanços na concessão e no cronograma do INSS, a burocracia e a falta de informação ainda são barreiras reais. Para a promotora de Justiça Gabriela Mansur, especialista em violência contra a mulher, a criação da pensão especial foi um marco fundamental, mas que carece de efetividade para alcançar quem mais precisa.
“Não podemos colocar sobre uma avó que acabou de enterrar a filha a responsabilidade de descobrir sozinha que o benefício existe, onde solicitá-lo, quais documentos apresentar e como acompanhar o processo”, pontua a jurista.
Além do acesso, Mansur critica as limitações impostas pelo texto legal: “O limite de renda é extremamente restritivo e precisamos discutir o que ocorre quando o jovem completa 18 anos. Ele deixa de sofrer as consequências do feminicídio só porque fez aniversário? Evidentemente que não.”
Para a promotora, um direito garantido no papel que não chega aos destinatários é um “direito ainda não realizado”. Ela aponta que uma falha estrutural do Estado perpetua a invisibilidade dos órfãos, agravada pela falta histórica de dados e políticas públicas específicas fora das grandes capitais.
“Há municípios sem rede especializada: faltam atendimento psicológico, Delegacia da Mulher e estrutura na assistência social, enquanto Conselhos Tutelares operam sobrecarregados. O acesso à Defensoria Pública e a serviços essenciais torna-se um desafio. Um jovem que perdeu a mãe para o feminicídio não pode ter mais ou menos proteção dependendo do CEP onde mora. Proteção integral é direito, não privilégio geográfico”, destaca Mansur.
O diagnóstico da jurista dialoga com os desafios reconhecidos pela própria Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Segundo a secretária Estela Bezerra, o principal obstáculo atual é assegurar que a população conheça e consiga acessar seus direitos sem percalços judiciais.
“Hoje, a Pensão para Órfãos de Feminicídio já consta na lista de benefícios do aplicativo ‘Meu INSS’, algo que não ocorria antes. Não fazia sentido ter um direito que exigisse acionar a Justiça para ser concedido, diferentemente do auxílio-aluguel para mulheres em situação de violência, que depende de determinação judicial”, explica Bezerra.
A secretária ressalta que a integração do benefício aos canais do INSS — físicos e digitais — foi a primeira grande meta cumprida. Contudo, a comunicação ostensiva da política pública permanece como o maior gargalo.
“Nas grandes cidades, onde há estrutura policial consolidada, as famílias tutelares são orientadas sobre a pensão já no momento do registro do crime. O problema surge nas localidades menores, que não contam com Delegacia da Mulher ou até mesmo com uma delegacia comum”, avalia.
“Por isso, precisamos articular com governos locais, veículos de imprensa e todos os órgãos da rede assistencial para divulgar a existência dessa política pública e fazer a informação chegar à ponta”, acrescenta.
Impactos psicológicos
Para além do impacto financeiro e da burocracia institucional, os desdobramentos do feminicídio atingem de formas imensuráveis a saúde mental e o desenvolvimento dos filhos.
Segundo a psicóloga Carolina Rangel, a perda da figura materna pode causar uma ruptura profunda na sensação de segurança da criança, uma vez que o entendimento do mundo e a regulação emocional são construídos a partir do vínculo com os cuidadores.
“São essas relações que ajudam a organizar as emoções, compreender situações de ameaça, desenvolver confiança e aprender que, diante do medo, há a quem recorrer”, explica Rangel, ressaltando que a dor se manifesta de maneiras distintas em cada fase.
Algumas crianças expressam o sofrimento de imediato; outras parecem seguir normalmente e só apresentam sintomas meses ou anos depois. É comum observarmos pesadelos, memórias intrusivas, medo intenso de perder outros familiares, irritabilidade, insônia, hipervigilância, isolamento e evitação.
A especialista defende que o amparo deve ir além do consultório de psicologia, exigindo um olhar atento tanto da escola quanto do Estado para orientar a família. “É necessário ajudar a criança a criar recursos para conviver com uma história dolorosa, sem permitir que ela limite seu futuro. Essa responsabilidade não pode recair apenas sobre a família que ficou”, afirma.
Ela lembra ainda que a dor do luto se transforma ao longo do tempo. “Uma criança de 6 anos compreende a morte de um jeito. Aos 12, 15 ou 18 anos, surgem novas perguntas sobre a mãe, o pai, a violência e a própria trajetória. Datas comemorativas, a entrada na adolescência, os primeiros relacionamentos e a futura maternidade ou paternidade podem reativar aspectos desse sofrimento”, conclui Rangel.
Sileide Rodrigues, de 53 anos, acompanha essas transformações de perto. Após o assassinato da filha, Milena Rodrigues, de 26 anos, em 2024, ela deixou sua casa em Goiás e foi para o Distrito Federal, onde passou a cuidar dos quatro netos: Jéssica (15), Pedro (12), Mariana (10) e Laura (7). Os nomes dos filhos da vítima foram alterados para proteger a identidade dos menores.
“O trauma afeta cada um dos meus netos de um jeito diferente, por isso o cuidado com eles ocupa todo o meu tempo. Todos fazem acompanhamento psicológico e pedagógico. A mais nova, porém, é quem mais sofre. Às vezes, ela está brincando e, ao ouvir uma música, se isola. Quando vejo, as lágrimas já estão escorrendo. Ela diz: ‘Eu cantava essa música com a minha mamãe’”, relata a avó.
Tento explicar que a mãe se foi, digo que ‘virou estrelinha’. Na hora ela parece entender, se acalma um pouco, para de chorar. Alguns dias ou semanas depois, porém, acontece outra crise, ela fica inconformada de novo.
Entre os netos, Laura foi quem mais presenciou a relação conturbada entre a mãe e o ex-companheiro, já que os irmãos mais velhos já moravam com outros parentes quando o relacionamento começou. Filha do casal, a menina passou a viver com a avó poucos meses antes do crime, devido à rotina de brigas no lar. Mesmo muito jovem, Laura já era assombrada pela violência que testemunhou, conforme relembra Sileide.
“Alguns meses antes do crime, acordei de madrugada com a Laura chorando alto. Ela gritava: ‘Meu pai matou minha mãe’. Dizia que ele a tinha matado com uma pancada na cabeça. Eu a acolhi e disse que era só um pesadelo, que ficaria tudo bem”, conta Sileide.
Em fevereiro de 2024, o corpo de Milena foi encontrado com sinais de violência. Ela estava desaparecida há 20 dias, após ter saído para se encontrar com o ex-companheiro, de quem havia se separado recentemente. O caso é investigado como feminicídio.
“Depois da morte da Milena, vizinhos me contaram que a polícia ia à casa deles até duas vezes por dia por causa das brigas. Acredito que ter presenciado essa violência, mesmo sendo tão pequena, ficou gravado na memória da Laura e a fez sonhar com a morte da mãe. Infelizmente, o pesadelo virou realidade”, lamenta a avó.
Violência presenciada
Esse contato tão cedo na vida com a violência é uma realidade frequente no país. De acordo com dados do Lesfem, dos 6.903 casos de feminicídio entre 2023 e 2026, 1.097 deles aconteceram na presença dos filhos da vítima.
Relatórios do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam, também, que o atual companheiro é o responsável por quase seis em cada dez feminicídios registrados, enquanto o ex-companheiro responde por dois em cada dez casos.
A maioria dessas mortes, aponta a entidade, acontece dentro de casa da vítima: 66,3%.
Desde que a Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) foi tipificada, em março de 2015, ao menos 13.718 mulheres perderam a vida no país por razões de gênero. Em 2025, o Brasil registrou 1.571 vítimas do crime, maior número da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A culpa pelos altos índices de feminicídio no Brasil é uma culpa compartilhada. É culpa do homem que puxa o gatilho, que esfaqueia a mulher, que arrasta seu corpo pelo asfalto, que a estupra antes de matá-la. Mas é, também, uma culpa compartilhada entre o Estado e a sociedade, que combinou que matar uma mulher é uma coisa possível.
Para a doutora em serviço social Mayara de Fátima Martins, os números representam uma construção estrutural da sociedade patriarcal e machista. Autora da obra “Eu vi a vida sair dos olhos de minha mãe: orfandade por feminicídio e a ausência de proteção social”, ela defende que o assassinato das mulheres é parte de um processo de revitimização das vítimas de violência que, por vezes, são silenciadas e desamparadas.
“É preciso que a gente construa culturalmente outros pactos civilizatórios, outros valores, em que matar uma mulher não seja algo possível no país. E essa mudança passa por todas as estruturas da sociedade”, destaca.
A especialista aponta que, nesse cenário, os órfãos do feminicídio, também vítimas do crime, são responsabilidade do Estado, que falhou em proteger suas mães.
“É fundamental que o Estado se reconheça como corresponsável pelo cuidado dessas crianças. Que aquelas famílias não fiquem sozinhas e que o feminicídio não se encerre no assassinato da mulher ou na estatística de sua morte”, diz.

- Vice-presidente de Jornalismo: Antonio Guerreiro
- Diretora de Conteúdo Digital e Transmídia: Beatriz Cioffi
- Diretor de Jornalismo da RECORD Brasília: Roberto Munhoz
- Diretora de Integração de Jornalismo: Naira Trindade
- Gerente de Jornalismo Multiplataforma: Amanda Almeida
- Editor Executivo: Marcelo Tuvuca
- Reportagem: Bruna Pauxis
- Edição: Augusto Fernandes, Bruna Lima, Clarissa Lemgruber, Jéssica Eufrásio, Joana Pae e Letícia de Souza
- Arte: Luce Costa