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Estúdio|Gabriel Ferreira *

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Em 5 de março de 2025, o corpo da jovem Vitória Regina de Sousa, de apenas 17 anos, foi encontrado em uma região de mata em Cajamar, na Grande São Paulo. Ela desapareceu logo após sair do trabalho alguns dias antes, no dia 26 de fevereiro do mesmo ano. Desde o início, o caso esteve envolto em mistério e, até hoje, muitas questões permanecem sem respostas.

Um ano após a morte da jovem, ainda não se sabe se Maicol Sales, o único réu no processo, contou com a ajuda de um cúmplice. Enquanto isso, a família de Vitória ainda busca entender o que motivou o crime e tenta esclarecer pontas soltas nas investigações. A data do julgamento, que acontecerá com júri popular, ainda não foi definida.


Com base em reportagens exibidas nos telejornais da RECORD, o R7 Estúdio apresenta uma linha do tempo dos acontecimentos, as inconsistências na confissão do principal suspeito, além de uma reconstituição do crime e as reviravoltas mais recentes do caso.

CASO VITÓRIA COMPLETA UM ANO O que se sabe até agora sobre as investigações

Entenda como tudo aconteceu

Vitória Regina de Sousa desapareceu após sair do trabalho, na noite de 26 de fevereiro, em Cajamar (SP). A jovem era funcionária de um restaurante em um shopping da cidade, localizado na região central. Naquela noite, ela deixou o trabalho por volta das 23h, pegou um ônibus e foi registrada por câmeras de segurança cerca de 20 minutos depois, chegando a um ponto onde faria a segunda parte do trajeto até sua casa.


Nesse ponto, Vitória enviou uma mensagem a uma amiga relatando que havia dois rapazes suspeitos. Após cerca de 30 minutos de viagem no segundo ônibus, a jovem desembarcou e mandou um áudio para a mesma amiga dizendo que os homens não haviam descido no mesmo ponto que ela.

Ali era o local onde o pai costumava buscá-la naquele horário. Naquele dia, porém, o carro dele estava quebrado. Vitória, então, precisou caminhar quase um quilômetro até chegar em casa, por uma estrada de terra escura. Em outra mensagem, ela contou à amiga que um carro havia passado e mexido com ela. Essas foram as últimas mensagens enviadas pela adolescente naquela noite.


A família registrou um boletim de ocorrência e procurou a jovem em hospitais e delegacias, mas não obteve respostas. As buscas começaram e mobilizaram mais de cem agentes. Uma semana depois, na quarta-feira, 5 de março, o corpo de Vitória foi encontrado.

Durante a transmissão do programa Cidade Alerta, da RECORD, o corpo de uma jovem foi encontrado nas buscas. O cadáver estava há cerca de cinco quilômetros da casa da adolescente. As autoridades só confirmaram a informação depois que a família de Vitória Regina reconheceu o corpo por uma tatuagem que ela tinha na perna.

O corpo tinha perfurações e outras marcas de violência, que eram difíceis de identificar devido ao período de decomposição. Ela estava morta há dias, conforme confirmaram os laudos preliminares. Posteriormente, a perícia apontou que a causa da morte da jovem foi hemorragia traumática, que provocou uma anemia severa, causada por golpes de faca no tórax, na cabeça e um corte profundo no pescoço.

A partir deste momento, teve início uma árdua busca por um ou mais responsáveis pelo assassinato de Vitória. Surgiram três investigados na mira da polícia: Daniel Lucas Pereira, um amigo de infância da família; Gustavo Vinicius, um ficante da jovem; e Maicol Antonio Sales dos Santos, um vizinho próximo da casa dela.

Os suspeitos

Logo após o corpo da jovem ser encontrado, Daniel Lucas Pereira teve o carro apreendido pela polícia. O veículo teria sido visto por testemunhas no local e no horário em que Vitória desapareceu. No entanto, nenhum material que o ligasse ao crime foi encontrado.

Gustavo Vinícius também foi rapidamente descartado pelas investigações. Ele foi uma das últimas pessoas com quem Vitória trocou mensagens antes de desaparecer. A jovem havia pedido que ele fosse buscá-la no trabalho, mas o pedido foi ignorado. Gustavo teve o pedido de prisão temporária negado após apresentar um álibi: uma mulher com quem ele afirmou ter passado a noite confirmou a versão à polícia.

Maicol Sales do Santos, de 26 anos, teve o carro apreendido — um Corolla prata semelhante ao que aparece nas imagens de câmeras de segurança próximas ao ponto de ônibus onde Vitória desceu na noite do desaparecimento. O celular e a casa de Maicol também passaram por perícia. Segundo a polícia, foram encontradas evidências fortes contra ele nos três locais.

Após contradições nos depoimentos de Maicol dos Santos e da companheira dele sobre o paradeiro do suspeito na noite do desaparecimento de Vitória, a Justiça aceitou o pedido de prisão temporária. Maicol apresentou o álibi de estar em casa com a sua namorada na noite de 26 de fevereiro. No entanto, a mulher disse à polícia que estava na casa da mãe naquela noite e relatou que o rapaz parou de responder às mensagens em determinado horário.

Posteriormente, com novas evidências reunidas contra ele, a prisão temporária foi prorrogada e acabou convertida em preventiva - situação em que Maicol permanece até o momento, um ano após o crime.

As evidências da participação de Maicol no crime

Um veículo semelhante ao do suspeito — um Corolla prata — foi registrado por câmeras de segurança passando pelo ponto de ônibus onde Vitória desceu na noite do desaparecimento, o que levou à apreensão do automóvel.

Embora Maicol tenha negado ter limpado o carro após o desaparecimento de Vitória, em 26 de fevereiro, laudos preliminares indicaram o uso de produtos de limpeza na parte interna do veículo. Posteriormente, em 16 de abril de 2025, os laudos periciais conclusivos foram divulgados pela Polícia Científica e entregues à Polícia Civil. A perícia oficial confirmou a presença de material genético de Vitória no carro de Maicol.

Após testes com luminol realizados na casa de Maicol, a perícia encontrou vestígios de sangue no local. Nos laudos divulgados em abril, foi confirmado que o material pertencia a Vitória. Segundo as investigações, a residência teria sido utilizada como cativeiro, onde a jovem foi torturada e possivelmente morta, em uma área próxima de onde o corpo foi encontrado.

Além disso, a polícia localizou uma pá e uma enxada em uma área de mata nas proximidades do local onde o corpo da jovem foi achado. As ferramentas haviam desaparecido na chácara do padrasto de Maicol cerca de uma semana antes da descoberta. O padrasto do suspeito, Mauro Aparecido de Castro, compareceu à delegacia de Franco da Rocha (SP), onde a Polícia Científica analisava materiais relacionados ao caso, e confirmou que os objetos pertenciam a ele.

No celular do suspeito, a perícia encontrou capturas de tela do perfil de uma rede social de Vitória, além de um registro do último story publicado pela jovem, no qual ela informava que estava deixando o shopping onde trabalhava. Outras imagens de Vitória e de garotas com perfis semelhantes ao dela também teriam sido encontradas no aparelho. A análise do histórico de buscas do celular ainda indicou pesquisas suspeitas, incluindo conteúdos com dicas e métodos relaionados à prática de crimes.

A confissão de Maicol

Na madrugada de terça-feira, 18 de março de 2025, Maicol confessou ter matado Vitória. O interrogatório ocorreu sem a presença da defesa dele, mas contou com a participação de uma advogada membro ativa da OAB, o que, do ponto de vista constitucional, é suficiente para formalizar a confissão. Na ocasião, Maicol deu detalhes sobre como teria cometido o crime e quais teriam sido suas motivações.

Segundo o relato, ele teria mantido um envolvimento breve com Vitória por cerca de um ano e meio. De acordo com o suspeito, os dois teriam trocado apenas “alguns carinhos”, e a relação não teria avançado além disso. Na noite de 26 de fevereiro, uma quarta-feira, Maicol afirmou que usou o carro para encontrar a jovem no trajeto que ela fazia do trabalho até a casa dela.

Ainda segundo o depoimento, Vitória teria aceitado entrar no veículo para conversar. Maicol declarou que a jovem ameaçava contar à esposa dele sobre o suposto envolvimento entre os dois. Na tentativa de impedir que ela deixasse o carro, ele teria segurado o braço dela. Como reação, Vitória o teria arranhado — marca que foi verificada pela polícia no corpo do suspeito.

Em seguida, Maicol disse se lembrar de ter desferido dois golpes de faca contra a adolescente: um no pescoço e outro no peito, sem conseguir precisar a profundidade dos ferimentos. Segundo ele, a jovem morreu logo após o segundo golpe, sem gritar.

Após o crime, o suspeito afirmou ter colocado o corpo no porta-malas do carro. Ele relatou que foi até sua casa, pegou uma enxada e, sozinho, levou o cadáver até uma área de mata, onde cavou uma cova rasa para enterrá-lo. Questionado posteriormente, disse não saber explicar por que o corpo não estava enterrado quando foi encontrado.

Maicol contou ainda que voltou para casa, dormiu e seguiu a rotina de trabalho no dia seguinte. Ao retornar, afirmou ter limpado o interior do carro, especialmente o porta-malas. Sobre os pertences de Vitória, incluindo o celular, disse ter colocado os objetos em um saco junto com outros resíduos e ateado fogo. A faca usada no crime, segundo ele, foi descartada em um rio.

Principais inconsistências na confissão

O conteúdo do interrogatório de Maicol foi marcado por uma série de inconsistências quando confrontado com os fatos apurados pela investigação e com relatos de familiares e pessoas próximas a Vitória. Entre os principais pontos estão:

  • O corpo da jovem não foi encontrado enterrado e não havia indícios de que tivesse sido coberto por terra;
  • O exame necroscópico apontou três ferimentos, e não dois, como relatado por Maicol;
  • Nenhum familiar ou amigo próximo da adolescente sabia sobre qualquer tipo de relação entre Vitória e Maicol;
  • A confissão não explica o sangue de Vitória encontrado pela perícia na casa de Maicol, já que, segundo o depoimento dele, o corpo teria permanecido apenas no carro;
  • Os vestígios de material genético de Vitória encontrados no veículo também não condizem com o volume de sangue esperado após um golpe de faca no pescoço.

Entre todas as alegações feitas por Maicol, a afirmação de que teria agido sozinho desde a abordagem da vítima até a ocultação do corpo é a mais contestada pela família de Vitória e pela sua defesa. Ainda assim, a equipe responsável pela condução do caso seguiu justamente essa linha lógica para montar o inquérito.

Poucas horas depois, ainda na manhã do dia 18, o delegado Fábio Lopes Cenachi, que estava à frente do caso, e o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (DEMACRO), Luiz Carlos do Carmo, realizaram uma coletiva de imprensa.

Acompanhados do conjunto da equipe técnica que investigou o caso, os delegados sustentaram a tese de que Maicol teria agido sozinho, com base no perfil psicológico dele, que, segundo Luiz Carlos do Carmo, é de um psicopata.

No entanto, no dia seguinte ao interrogatório, Maicol dos Santos voltou atrás e passou a alegar que foi coagido a confessar o crime. A defesa do suspeito prometeu pedir a anulação da confissão na Justiça. Em seguida, ainda no dia 19 de março, a solicitação da transferência de Maicol para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos foi atendida e executada.

Em decorrência do descontentamento da linha de investigação seguida, por parte da defesa da família de Vitória, a reconstituição do crime foi solicitada pelo advogado Fabio Costa. Após o pedido informal do advogado por uma reconstituição ter sido negado pelos investigadores, a solicitação formal foi acatada.

Reconstituição do crime

Em 24 de abril, a Polícia Civil mobilizou um grande efetivo de profissionais em Cajamar (SP) para reproduzir a simulação do crime. A esperança da família com a reprodução simulada dos fatos era que ficasse comprovada a improbabilidade da tese de que Maicol teria agido sozinho. No entanto, a reconstituição do crime foi marcada por mais contestações da família e da defesa de Vitória quanto à condução do caso.

A Polícia Civil concentrou a reconstituição no trajeto percorrido por Vitória na noite de 26 de fevereiro, após sair do trabalho, e na hipótese de que ela teria sido capturada e assassinada por Maicol dentro do carro dele. A casa do suspeito — apontada como possível cativeiro e onde foi encontrado sangue da jovem — ficou de fora da reprodução.

A área de mata onde o corpo foi localizado também não integrou a reconstituição. Para o advogado da família, essa ausência prejudicou a análise sobre a possibilidade de Maicol ter agido sozinho. A defesa argumenta que, devido ao porte físico do suspeito, seria improvável que ele conseguisse carregar sozinho um corpo de cerca de 65 quilos pela mata até o local onde foi encontrado.

Com base nessa linha investigativa, o inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça, incluindo a confissão de Maicol feita em 18 de março. A investigação passou a tratar o suspeito como um stalker da vítima, descartando a suposta relação que ele afirmou ter tido com Vitória. Poucos dias após a reconstituição, o caso ganhou novos desdobramentos.

  • Feminicídio, com pena de 20 a 40 anos;
  • Sequestro qualificado, com pena de 2 a 5 anos;
  • Ocultação de cadáver, com pena de 1 a 3 anos;
  • Fraude processual, com pena de 3 meses a 2 anos.

Dessa forma, a pena máxima de Maicol pode chegar aos 50 anos.

Outra atualização crucial no caso também surgiu em 29 de abril. A perícia identificou a presença de um terceiro material genético no carro de Maicol,além do dele e do de Vitória. O vestígio pertence a um homem que pode ter estado no veículo entre a captura da adolescente e a ocultação do corpo. Diante disso, a polícia passou a considerar a participação de um segundo autor no crime de ocultação de cadáver, e um novo inquérito foi aberto.

Após a denúncia do Ministério Público de São Paulo, a defesa de Maicol passou a reunir elementos para questionar a condução da investigação. Nesse contexto, o suspeito aceitou conceder uma entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, no programa Domingo Espetacular, para apresentar versão dos fatos.

Na entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, exibida pela RECORD em 1º de junho de 2025, Maicol afirmou que as imagens de câmeras que registraram um carro semelhante ao dele no trajeto de Vitória não são nítidas, o que, segundo ele, impediria a identificação do veículo. Ele também alegou que os circuitos de segurança não registraram o carro saindo da rua onde mora.

Sobre a confissão, Maicol disse que foi ameaçado pelo delegado Fábio Lopes Cenachi durante o interrogatório para que assumisse o crime. Segundo ele, o secretário de Segurança Municipal de Cajamar, Leandro Morette Arantes, que estaria na sala, teria afirmado que a aposentadoria da mãe dele seria mantida caso confessasse.

A defesa do suspeito contestou o depoimento, acusando a polícia de coação e pedindo na Justiça a anulação da confissão. O pedido foi aceito em 4 de novembro de 2025, poucos dias após a decisão que enviou o caso a júri popular. Sem data definida para o julgamento, a Justiça considerou principalmente as provas técnicas de DNA no processo.

O que alega a defesa de Maicol

No dia 23 de setembro de 2025, o Balanço Geral teve acesso a uma carta escrita de próprio punho por Maicol. Os advogados de defesa confirmaram reconhecer a letra dele. No documento, ele deu detalhes sobre o que teria acontecido na noite da confissão.

Maicol afirmou, em carta, que seus advogados estiveram na delegacia por volta das 22h do dia 17 de março com a informação de que ele já teria confessado o crime — o que, segundo ele, ainda não havia ocorrido. Na mesma carta, alegou que foi deixado trancado em um banheiro “imundo e sem condições de locomoção” após se recusar a confessar.

A defesa também contratou uma perícia digital particular no celular do acusado para contestar o laudo oficial. De acordo com o perito Michel Spiero, o celular teve dados alterados após a data da apreensão. Embora Maicol tenha sido preso em 8 de março, o laudo aponta registros de alterações até o dia 11, o que, segundo a defesa, comprometeria o uso do celular como prova.

Entre os pontos levantados está uma imagem de uma mão segurando uma arma, encontrada no celular no laudo oficial. A perícia particular afirma ter identificado a mesma imagem como um frame retirado de um vídeo disponível na internet — versão que Maicol já havia apresentado à polícia.

Reviravolta

A equipe do Domingo Espetacular, em reportagem exibida em 22 de fevereiro, teve acesso ao relato de um perito que atuou no caso. Ele foi responsável pela primeira perícia na casa de Maicol, realizada em 10 de março de 2025, apontada como possível cativeiro de Vitória. Segundo o especialista, a equipe não encontrou vestígios de sangue humano no local. O perito também afirmou que recebeu pedidos informais para alterar os laudos, solicitações que, segundo ele, foram recusadas.

No dia 11 de março, uma nova equipe de peritos retornou à casa de Maicol utilizando um sistema chamado Forenscope. De acordo com o novo laudo, o método identificou vestígios biológicos na porta do banheiro, posteriormente confirmados como sangue humano.

O Domingo Espetacular também teve acesso exclusivo a um documento escrito pelo perito que participou da primeira perícia, realizada no dia 10 de março, e que foi substituído na inspeção do dia seguinte. Na carta, o profissional — com mais de 30 anos de atuação na Polícia Científica — pede que seu nome seja retirado de parte do laudo que apontou a presença de sangue no local.

O trecho questionado afirma que ele teria solicitado uma nova inspeção na casa de Maicol para o dia 11, após a perícia inicial. No documento, porém, o perito nega ter feito essa solicitação e diz que levou o caso à diretoria do Núcleo de Perícias Criminalísticas. A carta também foi encaminhada ao sindicato da categoria.

Consultada pela reportagem do programa, uma especialista em perícia criminal afirmou que não é comum a realização de uma perícia complementar com apenas 24 horas de intervalo em relação à anterior.

Diante dessas revelações, o caso continua cercado de dúvidas e inconsistências para a família de Vitória. Um ano após o crime, o pai da jovem, Carlos Alberto Sousa, ainda busca respostas: por que a filha foi morta? Maicol agiu sozinho e é o único responsável? Perguntas que permanecem abertas em meio à dor e à saudade.

*Estagiário sob supervisão de Larissa Yafusso e Otávio Urbinatti

  • Diretora de Conteúdo Digital e Transmídia: Bia Cioffi
  • Coordenadora de Produções Originais : Renata Garofano
  • Coordenadora de Arte Multiplataforma: Sabrina Cessarovice
  • Coordenador de Publicação de Vídeos: Otavio Urbinatti
  • Coordenador de Publicação de Vídeos: Larissa Yafusso
  • Estagiário: Gabriel Ferreira
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