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"JOVEM PAN E BANDEIRANTES. SÓ EU SEI O QUANTO LUTEI PARA CHEGAR ONDE CHEGUEI" | COSME RÍMOLI

Aclr|Do canal Canal do Cosme Rímoli no YouTube


Aos 57 anos, a potencia da voz é impressionante.

Rogério Assis faz dos jogos que transmite pela rádio Bandeirantes experiências únicas.

'Qualquer partida que faço é como se fosse final de Copa do Mundo. Me preparo, me concentro, e dou o meu melhor em cada jogo.

"Quero me orgulhar do que eu fiz no microfone da rádio que represento, ainda mais a Bandeirantes e sua enorme tradição.

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"Essa é a minha filosofia de trabalho."

A trajetória de Rogério Assis não foi fácil.

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Descobriu aos 15 anos seu talento com o microfone.

Virou um repórter destemido no Interior de São Paulo. Firme para questionar os poderosos, os 'pequenos coronéis' que dominavam os clubes menores.

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Já foi barrado, xingado.

Mas se a coragem de perguntar e falar o que os poderosos não queriam que fosse público, a repercussão fez com que ganhasse cada vez mais espaço.

Para ter dinheiro para criar os filhos, foi assessor de imprensa. Não suportou muito tempo. Voltou para a rádio.

A voz marcante logo foi notada.

A transição para narrador, automática.

Assim como a chegada para a Jovem Pan.

Além da voz impactante, sua marca registrada é a sinceridade.

Em respeito aos ouvintes, Rogério fala quando um jogo é bom ou ruim, sem meias palavras.

E quer, incentiva os repórteres para ter a melhor informação.

"A minha alma de repórter não vai descansar nunca. Eu quero que a transmissão tenha também, a melhor informação. E estamos conseguindo.'

Rogério Assis tem talento de sobra para ser primeiro narrador em qualquer equipe do país. Mas não é. Pergunto se essa situação não o incomoda.

"Não incomoda mesmo. Respeito os critérios das rádios onde trabalhei e trabalho. E eu não me vejo como segundo narrador. Se um faz o Corinthians, eu faço o Palmeiras. Se um faz o São Paulo, estou no jogo do Santos. Todas as partidas são importantes para milhões de pessoas. E é isso que tenho em mente."

Rogério também é muito questionador em relação à organização, o comportamento, a postura dos jogadores, dirigentes, técnicos. Com o futebol em geral.

"Temos de cobrar postura profissional de todos. O amadorismo e a postura mimada de atletas fizeram com que a estagnação se refletisse na Seleção Brasileira e em vários clubes. É a minha missão cobrar esse aprimoramento constante. Somos profissionais ou amadores?"

Aos 57 anos, ele projeta seu futuro.

"Quero trabalhar mais alguns anos em São Paulo. E depois ir para o Interior. Montar a minha equipe e, com tranquilidade, aproveitar a vida.

"Trabalhar e aproveitar a vida.

"Este é o desafio para um narrador de futebol que ama o que faz, como eu.

"Mas como é difícil..."

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Instagram: @cosmerimoli

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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